Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 01/05/2021

No filme  “Vingadores: Ultimato”, o personagem Thanos dizima metade da população do  universo objetivando manter o equilíbrio. De uma maneira análoga, acredita-se que os caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome, compete-se com a superpopulação do mundo hodierno. No entanto, tal temática ocorre devido a influência das diferenças de classes, em consonância aos impactos do desperdício de comida na existência desse empecilho. Nesse sentido, é preciso que os ógãos competentes assumam seu papel buscando erradicar a problemática.

Em primeira análise, é necessário pontuar a influência das diferenças das classes como fator relevante na análise desse problema. No filme “O poço”,  ao dramatizar o excesso de alimentos nos primeiros níveis e a escassez desse nas camadas mais profundas, retrata a desigualdade social que gera a fome. Nesse âmbito, esses indivíduos economicamente carentes são distanciados do direito ao acesso à alimentação, promulgado na constituição, haja vista o alto preço dos alimentos, ocasionado pela crescente exportação que diminui a oferta nacional e, de forma consequencial, eleva o valor dos produtos dos alimentícios, como afirmou o filósofo Adam Smith quando redigiu sobre a lei da oferta e procura.

Ademais, somado às diferenças econômicas, o desperdício de comida contribui para esse cenário exponencialmente. Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísca) mostram que mais de 20 milhões de toneladas de alimentos são desperdiçados anualmente no Brasil. Desse modo, pode-se analisar que ações individuais também agravam a situação da fome, uma vez que o descarte desnecessário gera a necessidade de recompra, com isso a procura por produtos alimentícios aumenta e, outra vez, a oferta permanece baixa, elevando o preço da comida e diminuindo a possibilidade da população mais pobre adquirir esse bem.

Infere-se, portanto, que as diferenças sociais e o desperdício de alimento corroboram para a temática em questão. Emerge que, o Ministério Público,  por meio de verbas orçamentais, auxilie projetos de Organizações não Governamentais- ONGs que visem elevar o número de pessoas com acesso à alimentação, construindo restaurantes populares e refeitórios com preços acessíveis. Além disso, urge que o Ministério da Cidadania, em conjutura aos canais midiáticos, por intermédio de comerciais televisivos e publicações nos sites oficiais do governo, conscientize a população, instruindo-a acerca das medidas necessárias para diminuir o descarte desnecessário de alimentos.