Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 02/05/2021

Segundo o artigo 6 da Constituição Federal de 1988, todo homem tem direito à alimentação. Tal afirmação evidencia que a fome não pode existir em nenhum lugar, contudo, infelizmente, vê-se que a realidade é completamente outra, com o número de pessoas que sofrem com esse mal aumentando exponencialmente. Por isso, é evidente que caminhos devem ser seguidos, como a dinamização de programas já existentes e o fortalecimento da alimentação escolar para evitar que o país volte ao mapa da fome.

Primeiramente, é válido abordar sobre os programas que incentivam o Brasil a melhorar a distribuição de alimentos para a população. Nessa perspectiva, o diretor da ONU Brasil, Daniel Balaban, cita o Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) como política essencial neste momento. Segundo ele, “Não existe combate à fome sem ajuda ao pequeno agricultor familiar. Não existe. É por ele que vamos conseguir combater a fome e a desnutrição”. Logo, nota-se que é preciso investir nesse ramo para acabar com a fome e fortalecer a agricultura brasileira.

Por conseguinte, é relevante falar sobre a alimentação nas escolas, como ela é importante para a nutrição das crianças e jovens. Nessa conjuntura, Ana Bueno, coordenadora do programa Escola de Comer detalha o impacto do projeto: “Até 2014, somente 40% dos alunos se alimentavam na escola e, em 2017, o número chegou a 90%.” Dito isso, percebe-se a necessidade da realização de planos que beneficiem os alunos e mostrem que a alimentação de qualidade é direito de todos os cidadãos.

Portanto, para que o Brasil não volte ao mapa da fome é preciso que o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos elabore ações junto aos Programas destinados à alimentação dos cidadãos brasileiros, como investir na agricultura familiar, sendo essa a base do sustento de muitas pessoas e também investindo na comida dos estudantes, para que assim o direito que consta na Constituição seja realmente de todos.