Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 30/04/2021

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a alimentação se caracteriza como algo intrínseco à humanidade, garantindo a todos o direito de se alimentar de forma decente, prevenindo doenças relacionadas à subnutrição. Apesar disso, em muitos países do mundo, mais de 5% da população não consome o número recomendado de calorias necessárias diariamente, constituindo assim, o mapa da fome. Essa pode vir a ser a realidade do Brasil no futuro próximo, caso ações necessárias não sejam tomadas.

No ano de 2014, durante a presidência de Dilma Rousseff, devido ao enorme esforço empregado em auxílios sócio-econômicos, o Brasil saía pela primeira vez do mapa da fome. Porém, com cortes financeiros em muitos setores de ajuda a população mais necessitada, o país se encontra no risco de retornar a esse mapa. Desde a sua criação, auxílios como o Bolsa Família são fontes de renda necessárias para muitas famílias de baixa renda conseguirem a quantidade de alimento requisitado para a sobrevivência e o desenvolvimento de crianças em áreas necessitadas. Contudo, ainda é notável a baixa priorização de tais auxílios na divisão orçamentária do governo federal, sendo a área de assistência social constantemente reduzida de seu orçamento anual. Por conta disso, várias áreas anteriormente retiradas de situação de extrema carência voltam a apresentar problemas relacionados à falta de ingestão de nutrientes necessárias na dieta populacional.

Além disso, é importante analisar outro ponto de vista a respeito da causa da epidemia da fome no Brasil e no mundo. Atualmente, no cenário mundial, mais pessoas morrem por problemas relacionados à obesidade do que por subnutrição. Até mesmo no âmbito nacional, o desperdício de comida já se solidificou como um problema tão importante quanto a falta dela. Esse extremo contraste entre a abundância alimentícia nos centros urbanos e a carência nos lugares mais afastados é, em simultâneo, um problema e uma solução. Ao conseguirmos transportar de forma eficaz os alimentos de uma área de menor necessidade para uma área de maior necessidade, poderíamos resolver o problema da fome em território nacional sem uma maior necessidade de gastos financeiros.

À vista disso, fica claro a grandiosidade do risco causado pela fome no Brasil. Além de se caracterizar como uma violação dos direitos humanos, a desnutrição acarreta maiores problemas no cenário da saúde, sendo por isso algo que deve ser combatido da forma mais rápida possível. Torna-se, portanto, necessária a priorização do Estado no investimento em auxílios sociais, assim como numa melhor distribuição dos alimentos no território nacional, por meio da arrecadação de impostos, visando eliminar o risco de voltarmos ao mapa da fome, e melhorarmos a qualidade de vida nacional.