Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 01/05/2021

O filme “Parasita” conta a história de uma família coreana que vive às margens da sociedade urbana de Seul, que sofre muitas dificuldades, inclusive a fome. Diante disso, a cojuntura desse filme configura-se no Brasil atual, haja vista o recente risco de volta ao mapa da foma vivido no país. Esta realidade deve-se, essencialmente, à altíssima desigualdade socioeconômica no pais e à urbanização desordenada das cidades.

Primeiramente, é importante ressaltar que a grande desigualdade social presente no Brasil, principalmente nas pequenas e médias cidades, faz com que muitos cidadãos vivam em situações precárias. Segundo o GINI - índice matemático que mede a desigualdade socioeconômica de um país -, o Brasil encontra-se na sétima posição dos países mais desiguais no mundo. Por conseguinte, as pessoas menos favorecidas estão mais propensas a sofrerem com a falta de seus direitos mais básicos, como a alimentação, evidenciando a situação vivida no filme Parasita. Faz-se necessária uma melhor assistência do Estado brasileiro para essas pessoas.

Além disso, o crescimento urbano acelerado  gera uma concentração de recursos em determinadas áreas da cidade, o que excluiu inúmeros cidadãos de poderam se alimentar, por exemplo. Segundo o Contrato Social - proposto pelo filósofo inglês John Locke -, cabe ao Estado possibilitar o bem-estar coletivo. Infelizmente, devido à alta acumulação de renda nas urbes e à falta de um auxílio correto das instituições estatais, milhões de pessoas vivem em um contexto parecido com a da família coerana do fileme, o que vai de encontro ao Contrato Social.

Tendo isso por vista, é de fundamental importância que o Estado, representado pelo Ministério da Cidadania, organize restaurantes comunitários, com preço baixo e uma boa estrutura para que as pessoas menos favorecidas possam ter seu direito à alimentação assegurado. Também faz-se necessário campanhas profissionalizantes para os cidadãos de baixa renda poderam alcançar uma estabilidade financeira, diminuindo a concentração de renda e a desigualdade socioeconômica no Brasil.