Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome
Enviada em 30/04/2021
No romance “Vidas secas” de Graciliano Ramos, é retratado a história de uma família de retirantes obrigados a se deslocarem constantemente em busca de fugirem da seca e miséria que os assolavam. Não muito distantes da obra ficcional, vivem cerca de 7 milhões de brasileiros que, de acordo com dados do IBGE em 2014, vivem em vulnerabilidade extrema. Isso ocorre em grande parte por falta de apoio governamental a essas pessoas junto a um mercado de trabalho inconstante.
A priori, é importante destacar que, de acordo com a constituição federal de 1988, a alimentação é um direito que deve ser garantido pelo estado, o que para a parcela de 3% de brasileiros em vulnerabilidade extrema não parece ser assegurado. Tal fração da população deveria ser mais assistida por programas sociais e não negligenciadas como são.
Além disso, o mercado de trabalho é um fator contribuinte para a mazela dessas pessoas. De acordo com pesquisas feitas pelo IBGE em 2020, há cerca de 14 milhões de desempregados no Brasil. Este fato demonstra o porquê de haver tantas pessoas vulneráveis no país. A falta de incentivo e políticas públicas para conter o avanço desse número é nítido e junto à ausência de estímulos à agricultura familiar e comunitária acabam por desassistir ainda mais os cidadãos.
Evidencia-se, portanto, que o destrato governamental explica o alto e preocupante número de pessoas vivendo em tais situações. Cabe ao ministério da economia uma maior liberação de recursos para a ampliação de programas sociais e, por meio de parcerias com o ministério da agricultura, um estímulo maior à indústria, o trabalho e a agricultura comunitária, com o intuito de gerar renda e alimentos para a população carente. Para que assim a realidade da sociedade brasileira possa se afastar cada vez mais da miséria, carência e do mapa da fome.