Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 03/05/2021

A obra do expressionista Cândido Portinari “Criança morta”, retrata uma família visivelmente com problemas de desnutrição, evidenciada pelos corpos de esqueletos, principalmente, a criança nos braços da mulher. Sob essa perspectiva, evidencia-se a triste realidade da população brasileira, que, por muitas vezes chegam até óbito por não ter o que comer. Nessa conjuntura, torna-se necessário averiguar os caminhos para a amenização da fome no país, em razão da ausência de empregos em locais e da distribuição desiqualitária.

Em primeiro plano, vale ressaltar que, uma parcela da população que mora em locais afastados dos centros das cidades, sobrevivem do sustento do que a terra os oferecem, entretanto com a seca as chances das plantações se estragarem são altas. Nesse sentido, segundo a Constituição, todo cidadão possui direito ao acesso a alimentação adequada, todavia esse direito está sendo negligenciado por parte do Governo, no qual não oferece políticas públicas. Ademais, os habitantes das zonas rurais acabam migrando para as periférias na tentativa de conseguir dinheiro para comprar alimentação, o geográfico Milton Santos chama esse fenômeno de inchaço geográfico, como em comunidades que residem em palafitas ou morros sob condições desumanas para conseguir sobreviver.

Outrossim, o Brasil luta para superar as deficiências na distribuição igualitária de alimentos. Sendo assim, em 1994 assinou um pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais que determinava que os governos tinham o direito de eliminar a fome e desnutrição, a partir disso, não houve lugares carentes a distribuição de cestas básicas, junto com isso o Brasil conseguiu sair do mapa da fome apenas em 2014. Outro fator contraditório e indignante, é o desperdício de alimentos no país, que segundo o IG 26,3 milhões de Alimentos são desperdiçados por ano o que daria para alimentar mais da metade dos que passam no pais. Enquanto existe uma taxa elevada de alimentos desperdiçados, principalmente em restaurantes que ainda servem para o consumo, existem muitos que não faz sequer uma refeição ao dia.

Portanto, a ausência de empregos e a falta de políticas públicas são os principais entraves para essa problemática. Sendo assim, cabe ao governo federal juntamente com o Ministério de Desenvolvimento Social a promover políticas públicas eficientes, por meio da criação “alimentação solidária” onde, os resultados fizessem pontos de distribuição de refeições que seriam jogados fora, passariam alimentar quem realmente precisa. Além disso, a abertura de mais centros comerciais, com a formação de geração de empregos sobretudo na zona rural, dessa forma o direito garantido pela constituição poderia atenuado e cenas como a obra de Portinari não viriam se repetir.