Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 04/05/2021

A teoria “Malthusiana”, do economista inglês Thomas Malthus, afirmava que o crescimento populacional ocorria de forma mais rápida que a produção de alimentos. Desse modo, acreditava-se que, no futuro, a fome seria um problema inevitável no mundo. A pesar dessa ideia ter sido refutada, percebe-se que, atualmente, a carência alimentar ainda atinge diversos brasileiros, devido não à falta de recursos, mas sim de auxílio sócio governamental. Nesse sentido, é importante analisar como ações da sociedade e do Estado representam caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome.

A priori, é válido destacar que a participação popular na busca pelo bem-estar do grupo representa uma alternativa para reduzir a fome no país, mesmo que tais ações permaneçam desvalorizadas. Tal problemática fica clara ao se analisar a teoria do “Humanitismo”, criada pelo escritor Machado de Assis, a qual defende a ideia: “ao vencedor, as batatas”, ou seja, justifica as disparidades como consequências da sobrevivência dos mais fortes. Esse pensamento, contudo, representa uma crítica as convicções sociais, em que os sujeitos, para alcançarem seus objetivos, anulam os direitos dos demais, como a alimentação. Apesar de ser uma ficção, nota-se que essa hipótese reflete, em parte, a atual conjuntura nacional, na qual o individualismo mantém e promove as desigualdades, como a falta de segurança nutricional. Nesse viés, observa-se que, para atenuar e evitar a volta ao mapa da fome, a sociedade deve superar esse egocentrismo, mediante mobilizações pela garantia dos direitos.

Ademais, é necessário destacar que a atuação do Estado representa outro importante caminho para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome. Tal perspectiva baseia-se na obra “Geografia da fome”, do geógrafo Josué de Castro, o qual afirma que a desnutrição ocorre pela má distribuição das riquezas e ação governamental. A partir dessa concepção, percebe-se que a situação precária em que muitos brasileiros se encontram, marcada pela falta de nutrientes básicos para a sobrevivência, deve-se, em grande parte, aos interesses econômicos e à negligência dos governantes, os quais priorizam seus investimentos nos centros urbanos. Dessa forma, para solucionar essa problemática, é fundamental que o governo supere esse descaso e crie políticas socias que garantam os direitos constitucionais.

Logo, para erradicar a fome no Brasil, a população deve atuar na sociedade, por meio de trabalhos voluntários em projetos na comunidade que auxiliem na captação e distribuição de alimentos para o grupo mais carente, a fim de que os direitos sejam resguardados. Ademais, o Estado precisa auxiliar esses indivíduos mediante maiores investimentos na garantia dos recursos nutritivos, como a criação de áreas comunitárias que permitam esses sujeitos praticarem agricultura orgânica tanto para suas subsistências, quanto para sua venda, para que essa precária realidade seja superada no país .