Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome
Enviada em 03/05/2021
De acordo com dados divulgados pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2014, o Brasil foi retirado do mapa mundial da fome. Nesse sentido, é necessário promover a segurança desse direito básico, para que a fome não volte a ser um problema estrutural na sociedade brasileira. Por isso, é importante haver o mínimo desperdício alimentar, bem como a maior valorização dos agricultores familiares do Brasil.
Primeiramente, é fundamental compreender a relação direta entre disperdício alimentar e a fome no Brasil. De acordo com dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), 30% da produção agrícola brasileira é desperdiçada. Nesse sentido, uma grande parcela dos alimentos que são produzidos no país são jogados no lixo, motivado pelo descaso da população. Por conseguinte, esse esperdício irreparável, não apenas aumenta a fome diretamente mas também indiretamente, visto que aquele causa o crescimento do preço dos insumos alimentares. Portanto, é evidente que a nutrição da população carente é comprometida pelos altos preços dos produtos, causados em sua maioria pelo desperdício do sustento de base.
Além disso, é sabido que a agricultura familiar é extremamente importante para o abastencimento do país. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 70% dos alimentos consumidos no Brasil vêm da agricultura familiar. Dessa maneira, é eminente a influência dessa prática em prol da erradicação da fome na Nação brasileira. Entretanto, o investimento por parte ao Estado ainda carece de políticas que valorizem a produção da familia no campo, já que essa detém uma pequena parcela das terras cultiváveis do país. Outrossim, visto que grande parcela da sociedade do país dependem dos pequenos agricultores familiares, é necessário haver uma valorização por parte da população a esse tipo de produção, para que o seu cresimento influencie ainda mais na redução da fome.
Portanto, é preciso assegurar que o Brasil continue fora do mapa da fome da ONU. Por isso, é dever do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, já que esse orgão existe para promover o Direito Humano à Alimentação Adequada, a criação de projetos contra o desperdício alimentar, como a doação de alimentos sem valor de comércio em comunidades carentes, para que a comida que seria desperdiçada possa ser utilizado como forma de combater a fome. Além disso, é papel do Ministério da Agricultura o desenvolvimento de políticas que destaquem o papel fundamental do agricultor familiar, como o maior fornecimento de terras a eles, para que o Brasil possa diminuir exponencialmente a quantidade de pessoas famintas.