Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome
Enviada em 05/05/2021
“Acredito na resistência do mesmo modo que acredito que não pode haver sombra a menos que também haja luz.” Nesse trecho, escrito por Margaret Atwood em sua obra “O conto da Aia”, nota-se que, perante os problemas sociais existentes, tomar uma postura de enfrentamento demonstra ser algo intrinsecamente natural. Pode-se tomar esse posicionamento resiliente como elemento norteador para as discussões sobre a falta de combate para que o Brasil não volte ao mapa da fome, já que, diante desse entrave, resistir é fundamental. Nessa perspectiva, é interessante analisar essa questão no país.
Inicialmente, observa-se que falta ao Estado investir financeiramente em programas de auxílio alimentação para pessoas em situação de vulnerabilidade monetária. Isso porque um indivíduo pode sentir o desejo de se alimentar de forma nutritiva e sadável. Entretanto, o receio de onerar seu orçamento tende a se configurar como um elemento de inibição. Recorrendo às reflexões de Sigmund Freud para elucidar esse fenômeno, constata-se que, segundo esse pensador, o indivíduo pode viver em constante conflito entre os impulsos inconscientes (Id) e a consciência dos limites sociais (Superego).
Além disso, enfatiza-se que a existência de fatos coercitivos tem fomentado essa falta de combate. Como prova, verifica-se que o a economia do país tem exercido influência sobre a geração de empregos, fazendo com que a taxa de desemprego aumente e, consequentemente, o número de pessoas sem alimento. Baseando-se nos estudos do sociólogo Émile Durkheim para compreender esse cenário, nota-se que a realidade tende a ser “moldada” por meio de um processo de coerção social.
Ressalta-se, em suma, que a falta combate para o Brasil não voltar ao mapa da fome deve ser superada. Logo, é necessário exigir do governo, mediante debates em audoências públicas, o investimento financeiro estatal, priorizando verbas, a partir do ministério competente para a criação de um vale alimentação, com o objetivo de garantir o direito ao alimento das pessoas com poucas condições monetárias. Ademais, é necessário informar a população, via campanhas midiáticas produzidas por ONGs, sobre como a economia brasileira influencia a no desemprego de parte da população, ampliando, assim, a compreensão acerca desse fato social nocivo, com a finalidade de promover a neutralização de seu processo coercitivo. Desse modo, a resistência apresentada por Margaret Atwood não ficaria restrita à obra.