Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome
Enviada em 01/05/2021
Perda excessiva da massa corporal, desânimo, indisposição e necessidade urgente de reposição de nutrientes. Esses são só alguns exemplos das consequências de um dos principais problemas que mais assolam o Brasil, a fome. De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 10,3 milhões de brasileiros depararam-se com esse denso problema nos últimos anos, porém, a fome em nosso país tem sua gênese ainda antes do século XX. Nesse âmbito, surge a pergunta: a população brasileira está enfrentando melhor essa questão atualmente?
O Brasil encontra-se aterrado em si próprio, tendo em vista o preocupante índice de crescimento da fome. Há pessoas que são obrigadas a submeter a sua dignidade humana a um nível ignóbil, pois não têm escolha a não ser viver miseravelmente em suas atuais condições, como por exemplo, os migrantes do meio rural para o urbano, que muitas vezes se deparam com a falta de oportunidade de emprego ou com a desigualdade social. Contrariando a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que diz que todos os indivíduos nascem livres e iguais em dignidade e direito. Dessa forma, questões como a dificuldade das classes sociais mais baixas ao acesso à educação e à meios de se obter lucro agravam ainda mais a situação da fome no Brasil.
Além disso, já há uma forte ausência do poder político em quesito á tomadas para meios de intervenção do agravamento da fome na população brasileira. Nesse viés, encontra-se também um nó nas cordas da desigualdade social, o crescimento econômico, um dos fatores que contribuem para a perpetuação problemática da fome no povo brasileiro. Por conseguinte, cerca de 42,1% da população encontra-se desabrigada atualmente (CadÚnico), o que sem dúvidas, contribui para o crescimento dos índices de mortalidade no Brasil, retardando-o para o processo de desenvolvimento geral.
Percebe-se, portanto, não só a evidente necessidade da intervenção do governo brasileiro na tentativa de minimizar os incansáveis casos de fome no país, adotando recursos como cursos educacionais e de profissionalização de baixo custo para aqueles que são desprivilegiados socialmente, ou, buscando meios de conscientizar o povo do processo pela busca da erradicação da fome no Brasil, como também a influência da própria população, num ato de solidariedade. Talvez, assim, o término da crise de fome no Brasil deixe de ser apenas uma utopia.