Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome
Enviada em 01/05/2021
A Constituição garante o direito da alimentação com qualidade para todos os indivíduos. Portanto, na prática, não é bem assim. Além da falta de políticas públicas especializadas para aqueles em situação vulnerável, a crise econômica somada a pandemia do Corona Vírus agravou ainda mais a fome na sociedade brasileira. Esses fatores contribuem com a volta do país para o mapa da fome.
De acordo com a Rede Penssan, nos últimos meses de 2020, 19 milhões de brasileiros passaram fome, e mais da metade das famílias estiveram em situação de insegurança alimentar. Mesmo diante desse contexto, o Governo decidiu diminuir o valor do auxílio emergencial para 150 reais o individual e 375 reais para as mães de família, quantidade que ajuda, mas não é suficiente para diminuir o problema.
Ademais, a fome reproduz as desigualdades do país. Segundo a obra de Josué de Castro, “Geografia da fome”, no Brasil, o surgimento da fome está diretamente ligado com as disparidades econômicas, de acesso à terra, e entre outros. Pesquisas do IBGE comprovam isso, mostrando que quanto menor o rendimento, maior a possibilidade de uma família estar em situação de insegurança familiar moderada. Conforme a Fundação Getúlio Vargas, em junho de 2020, 9,5 milhões de brasileiros recebiam um salário de até 246 reais. Entretanto, nove meses depois, em março desse ano, o número triplicou: agora são 27 milhões de pessoas.
Sendo assim, a fome é um problema atual grave na sociedade brasileira. Dessa forma, para evitar que o Brasil volte para o mapa da fome, é necessário que o Governo tome medidas políticas em prol daqueles que se encontram vulneráveis, através do aumento do Auxílio Emergencial e o Bolsa Família, e a criação de mais restaurantes populares, além do incentivo à realização de doações.