Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 01/05/2021

Segundo relatório da ONU ( Organização das Nações Unidas) o Brasil deixou o mapa da fome em 2013, quando apenas 3,6% da seua população se apresentava em situação de insegurança alimentar. Porém, para que esse status se mantenha, políticas públicas que garantam uma melhor distribução de renda devem ser realizadas. Ademais, faz-se necessário avaliar como a maior quantidade de terras nas mãos de poucos também se caracteriza como um desafio para que o Brasil nao retorne para o mapa da fome.

É importante destacar primeiramente, a disparidade causada pela má distribuição de recursos financeiros no país. Portanto, analisar a obra “Geopolítica da Fome” de Josué de Castro, ativista político recifense, é muito valioso. Nesse livro, é desmistificado a teoria que dizia que a fome era causada pela falta de recursos naturais e grande crescimento da população, mas sim por exemplo pela disparidade de renda no mundo. Assim, foi evidenciado que a falta de soluções que resolvam esse problema é um possível motivo de retorno do país para o mapa da fome mundial. Por se apresentar como um país capitalista, essa questão não é uma das mais discutidas pelo governo, agravando a situação e aproximando o Brasil desse retorno.

Além disso, é notório avaliar que o domínio das terras nas mãos de poucos também se apresenta como uma causa para uma decaída da nação na questão da segurança alimentar. Logo, a pesquisa realizada pela FAO( Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) que afirma o fato de o Brasil poder erradicar a fome até o ano de 2030, se mostra como algo difícil de ser conquistado. Pois, o atual governo não tem em sua pauta medidas que efetivassem uma reforma agrária, a qual seria uma opção para se lidar com esse problema. Fechar os olhos para isso é então, ir contra o que se preza na Constituição onde é defendido que todos devem ter direito à alimentação., porque ao negar maneiras de se oferecer opções de se obter dinheiro para o povo, os privam de comprar comida.

Destarte, é possível observar os caminhos para evitar que o Brasil retorne ao mapa da fome. ONGs (Organizações Não Governamentais) devem fazer pressão por meio de publicidades que evidenciem o problema da falta de distriuição de terras no país. Nessas publicidades vão ser utilizados tanto recursos verbais quanto não verbais, que aliados façam com que se torne aparente as consequências de se viver num país que apresenta a concentração de terras na mão daqueles que mais possuem dinheiro. Ademais, a própria população deve organizar protestos pacíficos para chamar atenção do atual governo para a causa da distribuição de renda díspare. Essas carreatas irão ser organizadas por meio de redes sociais, utilizando-se do seu poderio comunicativo e alcance, reunindo um grande número de pessoas para que se fossem ouvidas. Desse modo, resolver-se-iam os problemas citados por Josué de Castro.