Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome
Enviada em 15/05/2021
A ingestão regular de nutrientes é essencial ao funcionamento do metabolismo humano. Sob esse viés, o psicólogo norte-americano Abraham Maslow classificou a alimentação como uma necessidade fisiológica, compondo a base da sua pirâmide. No entanto, devido à fatores físicos e econômicos, parte significativa dos brasileiros está em situação de insegurança alimentar. Dessa forma, urgem medidas para reverter esse nefasto cenário.
É de amplo conhecimento que o vasto território nacional abrange diversos tipos de climas e de solos, os quais influenciam a produção agrícola. Nesse sentido, populações de áreas como o sertão nordestino apresentam dificuldades ao cultivar alimentos, pois a escassez de chuva inviabiliza a plantação. Concomitantemente, são regiões pouco desenvolvidas e de difícil acesso, o que configura um entrave à distribuição de mantimentos oriundos de locais distintos. Assim, o precário abastecimento acarreta a carência nutricional que acomete múltiplas famílias, comprometendo também, o desenvolvimento pessoal, já que, segundo Maslow, a alimentação é a base da hierarquia das necessidades humanas.
Além disso, o sistema capitalista, baseado no acúmulo de capital, engendra a desigualdade social, tanto em áreas rurais quanto urbanas. Por conseguinte, a abundante produção agropecuária do Brasil atente a demanda populacional, porém parcela da sociedade não dispõe de recursos financeiros suficientes para garantir a subsistência. Logo, a atitude “blasé”, pautada no individualismo, fomenta a perpetuação desse problema, uma vez que autoridades, bem como sociedade civil, não se mobilizam em prol de políticas públicas capazes de viabilizar a democratização do acesso à alimentação.
Portanto, a fome deve ser erradicada e para isso, cabe ao Ministério da Economia, em parceria com os municípios, atrair comerciantes, mediante incentivos fiscais – em que pequenos e grandes empresários terão isenção dos impostos relativos ao comércio nessas regiões -, com o intuito de garantir alimentos à população. Somado a isso, o Ministério da Economia, em parceria com o Ministério da Cidadania, deve investir em programas sociais como o “bolsa família”, por meio do redirecionamento de verbas, para auxiliar indivíduos em situação de extrema pobreza.