Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome
Enviada em 04/05/2021
Na década de 1950 houve a explosão demográfica, processo que aumentou desenfreadamente a população nos centros urbanos brasileiros, paralelamente iniciou-se a mecanização agrícola, ambas sem qualquer tipo de planejamento populacional. Dessa forma, a desorganização durante o desenvolvimento urbano causou vários problemas que foram decisivos para o crescimento da fome. Por exemplo: a falta de apoio à agricultura familiar e o aumento do índice de desemprego. Assim, é necessário discutir as questões que contribuem para a continuidade dessa problemática.
Primeiramente, é preciso entender que a agricultura brasileira é fortemente marcada pelo agronegócio. Porém, esse meio de produção é, em sua grande maioria, voltado à exportação dos produtos, como resultado, esse processo não supre a população brasileira. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2017-2018 a agricultura familiar foi responsável por 76,8% dos estabeleciementos rurais no país. Ou seja, o consumo nacional é, em grande parte, promovido por tal meio, que não recebe o devido investimento do governo e não tem recursos suficientes para abastecer todo o país. Com isso, pela lei de oferta e demanda, os preços sobem e os cidadãos mais carentes não têm acesso aos produtos.
Ademais, o desemprego ,que já crescia em resultado da crise econômica, foi agravado pela pandemia do coronavírus, expandindo ainda mais a situação de fome no Brasil. Segundo o contrato social proposto pelo filósofo suíço Jean-Jacques Rousseau, é responsabilidade do Estado garantir a harmonia social. Isto quer dizer que é dever do Estado proporcionar os direitos básicos à seus habitantes, mas tal instituição tem falhado, visto que uma pesquisa divulgada pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional revelou que aproximadamente 50% da população brasileira não tem segurança alimentar. O governo precisa buscar a realização de políticas públicas de assistência às comunidades carentes.
Portanto, fica nítido que os problemas discutidos são graves e devem ser resolvidos para que o Brasil não volte ao mapa da fome. Para isso, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento,órgão responsável pelas políticas de estímulo à agropecuária, deve ampliar o auxílio à agricultura familiar, atravéz de maiores investimentos à Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo. Com isso, os pequenos produtores terão recursos para abastar toda a população. Bem como, a criação de um comitê nacional de combate à fome, criado pelo Governo Federal,responsável pela garantia dos direitos básicos. Esse comitê deverá mapear os focos de fome e promover distribuição de renda nesses locais para que todos possam ter acesso à comida e tal problemática diminua no país.