Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome
Enviada em 04/05/2021
A obra modernista ‘‘Retirantes’’, pintada pelo artista brasileiro Cândido Portinari, no quadro é possível visualizar uma família esquelética de fome o que demonstra o sofrimento humano diante da pobreza extrema. Embora muito tempo tenha passado, a situação abordada pela obra de Portinari está presente no Brasil atual, 117 milhões de brasileiros estão em algum grau de nutricídio, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Nesse sentido, vale ressaltar o motivo do nutricídio brasileiro e como solucionar.
A princípio, a diminuição nos investimentos para programas de combate a fome é um elemento propulsor da volta do Brasil no mapa da fome. Segundo o economista Francisco Menezes, houve um corte em 99% dos recursos voltados para a aquisição de alimentos da agricultura familiar para distribuição em áreas carentes. Nota-se então, que as áreas antes abastecidas agora estão com algum grau de insegurança alimentar. Nesse contexto, o poder público não tem garantido o artigo sexto da Constituição Federal de seguridade social.
No entanto, a distribuição de alimentos não é capaz de sanar a fome da população brasileira, é preciso políticas macroeconômicas e regionais. Nesse viés, é necessário que a distribuição de cesta básica seja aliada a geração de emprego, incentivo à agricultura familiar e ampliação da merenda escolar para famílias. Assim, obras como ‘‘Retirantes’’ de Cândido Portinari, não estarão mais retratando uma realidade brasileira e sim um passado que foi superado.
Em suma, cabe ao Ministério da Economia, responsável pela formulação da política econômica, elaborar o projeto Fome Nunca Mais, de modo a fornecer alimentos para famílias necessitadas inscritas no projeto. Isso pode ser feito por meio de contrato com agricultores familiares para distribuição de alimentos para as pessoas cadastradas no projeto Fome Nunca Mais. Esse projeto deve criar subsídios para a implementação de empresas geradores de empregos nas regiões mais afetadas pela fome, e posteriormente o emprego da mão de obra inscrita do projeto. Dessa forma, as prefeituras devem ser responsável pelo registro das famílias em situação de fome. Assim, será possível driblar a volta do Brasil para o Mapa da Fome.