Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 03/05/2021

Ao escrever o poema “O Bicho”, Manuel Bandeira relacionou um homem a um animal pela maneira que ele procura, desesperado, por comida. Infelizmente, essa é a realidade de muitas pessoas do Mundo inteiro, sobretudo no Brasil, país esse que está voltando ao mapa da fome. Vale, portanto, encontrar caminhos que resolvam essa problemática. Aos quais, cabe destacar o aumento nos investimentos sociais, mais educação alimentar e maior distribuição desse elemento. Dessa forma, menos pessoas sofrerão sem esses mantimentos fundamentais na vida de qualquer ser vivo.

Em primeiro lugar, o Brasil é um dos países mais desiguais do Mundo, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Isso ocorre devido aos baixos investimentos na camada mais simples da sociedade, pois os preços dos produtos vendidos demandam alto custo financeiro. Como consequência disso, essa parcela não consegue se alimentar de forma correta, além de que tem acesso a poucas políticas públicas. Para combater essa desigualdade avassaladora que há no território brasileiro, é fundamental que aumentem os gastos com as comunidades mais carentes, assim, os mais pobres também podem usufruir desses serviços sociais.

Em segundo lugar, o livro “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, mostra a realidade de diversas famílias que moram em locais com alto quantitativo de pessoas com fome. Portanto, fica evidente que há uma grande discrepância na quantidade de mantimentos que chegam em localidades diferentes. Por isso, é necessário que seja reformulada a quantidade de alimentos que vai a cada região. Além disso, de acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), 1/4 da comida desperdiçada é suficiente para satisfazer toda a população que passa fome. Isso significa que muitos não valorizam o privilégio que têm ao ter o que comer ou não sabem da imensa quantidade de pessoas que sofrem por causa disso.

Diante do exposto, é de extrema importância que, com intuito de melhorar o quadro alimentício no Brasil, o Governo, por meio do Ministério da Economia, deve aumentar os investimentos em programas sociais, tanto de dinamização no transporte de alimentos como também à desigualdade social, como por exemplo o Fome Zero e Bolsa Família. Ademais, é fundamental que o mesmo órgão, dessa vez através do MEC, Ministério da educação, introduza dentro das escolas, palestras e reuniões sobre educação alimentar e a importância de evitar desperdício de alimentos. Dessa forma, obras como a de Manuel Bandeira não serão mais feitas no Brasil.