Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 04/05/2021

O filme “Jogos Vorazes” se passa em um país onde a população é dividida em distritos, os quais representam as classes sociais. Nesses, os mais altos da hierarquia são os mais ricos, enquanto os mais baixos são os com piores condições de vida, habituados à miséria e a fome. Similar à produção cinematográfica, a concentração de renda no Brasil tem como consequência a falta de alimentos para aqueles em camadas sociais mais baixas. Por conseguinte, trajetórias devem ser projetadas para que o país não volte ao Mapa da Fome, tais como: a melhor distribuição de sustento para a população e o aumento dos investimentos voltados à área alimentícia.

Precedentemente, salienta-se que a divisão de alimentos não é feita corretamente no Brasil. Ilustrativamente, segundo o professor Danilo Rolim Dias de Aguiar, pesquisador da Universidade Federal de São Carlos, “a produção nacional de alimentos é suficiente para os mais de 204 milhões de brasileiros, mas a desigualdade de renda e o desperdício ainda fazem com que 7,2 milhões de pessoas sejam afetadas pelo problema da fome no país”. Percebe-se, então, que o problema não está na fabricação de comida, e sim na disposição dessa para a população. Destarte, deve-se projetar uma melhor distribuição de renda, a qual terá como consequência uma maior partilha de sustento, com o objetivo de que todos tenham acesso a esses.

Outrossim, acentua-se que o acrescimento da aplicação de capital na área em questão possui igual importância para que o país não volte para a situação de insegurança alimentar. A título de exemplo, Carlos Augusto Monteiro, professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, acredita que uma alimentação saudável requer políticas públicas adequadas desde o cultivo dos alimentos até escolhas bem informadas dos cidadãos sobre o que vão comprar. Fundamentado nisso, percebe-se a importância dos investimentos na área alimentícia, os quais criam maior consciência a respeito da produção, distribuição e compra de comida. Assim, torna-se imprescindível que uma maior parte do capital nacional seja voltado para essa causa.

Perante o exposto, transfigura-se necessário que providências sejam tomadas para que o Brasil não volte ao Mapa da Fome. Para tanto, cabe ao Ministério da Economia, Desenvolvimento, Planejamento e Gestão, em conjunto com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, através de um debate entre Estado, sociedade civil e profissionais das áreas, lançar um Plano de Alimentação Nacional. Esse deverá compenetrar-se, principalmente, em melhorar a distribuição de comida e aumentar os investimentos voltados à área alimentícia. Isso tudo com o intuito de tornar a alimentação acessível para todos. Assim, a situação vivenciada em “Jogos Vorazes” não se repetirá no Brasil.