Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome
Enviada em 02/05/2021
O filme “O menino que descobriu o vento” conta a história de uma família que para sobreviver, precisava plantar e compartilhar sua renda para o sustento. Fora da ficção, o filme é semelhante ao Brasil, visto que é um país que a fome só cresce devido ao desemprego, a má distribuição de alimentos, a concentração fundiária e a falta de investimentos nas áreas periféricas. Sendo assim, é necessário abordar as causas e consequências da fome no Brasil e como ela em impacto no corpo social.
Em primeiro lugar, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cerca de 10 milhões de brasileiros estão sem acesso a alimentação básica, números que só aumentam. Além disso, segundo pesquisas da Universidade Federal de São Paulo, a quantidade de comida produzida é o suficiente para todos, porém, a desigualdade social desequilibra a distribuição de alimentos. Ou seja, o país tem comida para todos, mas a distribuição é realizada de forma injusta, resultando em milhões de pessoas passando fome sem necessidade. Sendo assim, é necessário investimentos públicos nas áreas mais afetadas por esse problema, para reduzir essas taxas nos próximos anos.
Em segundo lugar, segundo o site O Globo, desde 2004 que os índices de fome não crescem, porém, devido a pandemia e os desempregos, essas taxas duplicaram. Ademais, segundo o IBGE, a região que tem mais pessoas passando fome é a Nordeste, assim como é a região com os maiores índices de desigualdade social do Brasil. Ou seja, a concentração fundiária resulta em uma desigualdade social que deixa lacunas injustas nos direitos sociais dos cidadãos. Logo, o Governo precisa garantir o artigo 6 da Constituição Federal de 1988, que diz que todos têm direito a alimentação, saúde e educação.
Portanto, para que o país concretize o que está escrito na Constituição Cidadã de 1988, o Governo, em conjunto com o Ministério da Economia, deve distribuir de maneira justa a alimentação produzida, por meio de fiscalizações públicas, além de investir nas áreas mais devastadas pela fome, por meio de doações de ONG’s e verbas do Estado, com a finalidade de garantir o que diz a Constituição e diminuir os índices de fome no Brasil, melhorando a qualidade de vida da sociedade brasileira.