Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome
Enviada em 02/05/2021
O capitalismo é um sistema econômico baseado na legitimação da privatização de bens e no liberalismo entre o comércio e a indústria, com o fito de adquirir lucro e acumular capital. Entretanto, existem muitas críticas sociais em relação ao impacto da produção capitalista, como a desigualdade de renda e a situação de pobreza ainda persistente na contemporaneidade. Com base nisso, a segurança alimentar e os princípios constitucionais são discussões cabíveis quanto à questão da fome no Brasil.
Mormente, a Organização das Nações Unidas (ONU) foi fundada em 1945, ano em que a Segunda Guerra Mundial teve seu fim, no intuito de promover a cooperação internacional e garantir a manutenção da paz e a segurança no mundo. Nesse sentido, um dos objetivos mais analisados pelo órgão é o combate definitivo da fome. Em detrimento disso, o aumento do desemprego no Brasil tem gerado grande preocupação, uma vez que está muito associado a essa vulnerabilidade extrema. Logo, é necessário que o país invista em políticas públicas que promovam o seu desenvolvimento econômico e contribua para a luta pela segurança alimentar mundial da qual, inclusive, a ONU faz parte.
Outrossim, a alimentação é um dos direitos fundamentais garantidos pela Constituição Federal Brasileira, promulgada em 1988. Sob tal perspectiva, um grande avanço para a aplicação desse princípio foi a saída do Brasil em 2014 do “mapa da fome”, um levantamento feito e publicado pela ONU. Todavia, no ano de 2021, marcado por sérias consequências socioeconômicas pela Pandemia da Covid-19, o retorno do país à situação de fome é alarmante. Portanto, mesmo com a política anti-ambiental praticada pelo governo e a problematização quanto ao auxílio emergencial de renda para populações carentes, a necessidade de uma reforma agrária se mostra urgente.
Depreende-se, em suma, que é preciso buscar caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome. Para isso, urge ao Executivo Federal, por meio do Primeiro Setor da Sociedade, investir em uma reforma agrária inadiável. Assim, cabe potencializar a produção de alimentos saudáveis e promover a justa distribuição de terras para a população rural, a fim de reduzir a desigualdade no campo. Além disso, aperfeiçoar medidas públicas que controlem a distribuição de renda, como o aumento de crédito para os cidadãos nas instituições financeiras, são essenciais para o desenvolvimento econômico e na geração de empregos no país. Desse modo, tais medidas poderão corroborar para a erradicação da fome no Estado Brasileiro, bem como diminuir os impactos do sistema econômico capitalista na sociedade.