Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome
Enviada em 02/05/2021
No documentário “Ilha das Flores”, é retratada a alimentação precária, por meio das sobras de lixões, de pessoas em situação de vulnerabilidade extrema no país. De modo paralelo, questões similares, relacionadas aos riscos de segurança nutricional, ainda ocorrem e precisam ser combatidas, a fim de que o Brasil evite o retorno ao mapa da fome. Nesse sentido, a problemática supracitada acontece devido aos empecilhos financeiros e ocasiona a disparidade populacional.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que a escassez de recursos impossibilita a realização de uma subsistência efetiva. A esse respeito, conforme a Agenda 2030, plano de ação da Organização das Nações Unidas, a atenuação da pobreza tornará plausível a redução da fome e a garantia de dignidade aos seres humanos. Sob esse viés, verifica-se que a debilidade econômica, tanto individual quanto nacional, proporciona condições alimentícias prejudiciais aos cidadãos, tais como as apresentadas em “Ilha das Flores”, uma vez que essas carências impedem a satisfação nutricional adequada e o desenvolvimento de políticas públicas eficientes, as quais não ocorrem pelos cortes orçamentais, mas providenciariam melhores circunstâncias de vida. Dessarte, constata-se a premência de elevar a prosperidade brasileira, com o propósito de eliminar a privação de provisões.
Por conseguinte, a desigualdade entre os habitantes, propiciada pelas indigências alimentares, contribui para a volta do Brasil ao gráfico da fome. Nesse contexto, segundo o filósofo John Rawls, são requeridas oportunidades equitativas na construção do sucesso legítimo de um sistema. Contudo, os benefícios nutricionais são distribuídos de maneira díspar, visto que a qualidade da subsistência é proporcional aos recursos financeiros e as autoridades vigentes não promovem auxílios eficazes destinados à disponibilização de provisões, o que agrava o desequilíbrio social. Sendo assim, fica evidente a importância de assegurar a isonomia, com o objetivo de diminuir a carência e alcançar o êxito previsto por Rawls.
Portanto, caminhos são necessários para solucionar o impasse. Diante disso, com a finalidade de evitar o regresso do Brasil para o mapa da fome, urge que o Ministério da Economia, por intermédio de um ajuste no planejamento plurianual, aperfeiçoe, de forma sustentável e inteligente, as principais fontes de capital nacional, como a agropecuária, aumente as verbas direcionadas às políticas públicas que auxiliam na nutrição das parcelas menos favorecidas e invista em projetos que desenvolvam a nação em prazos curtos e longos. Dessa maneira, espera-se ampliar a nutrição brasileira e atingir o intuito da Agenda 2030.