Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 03/05/2021

O extinto programa “Fome Zero”, criado no início dos anos 2000, tinha como finalidade acabar com a fome no Brasil. Esse projeto, apesar de falho, foi de grande importância, pois colocou a questão em debate, possibilitando a adoção de medidas para minimizar o problema, o qual, apesar disso, vem se tornando cada vez mais presente na vida de muitos indivíduos. Portanto, faz-se necessário discutir a adoção de medidas, como a criação de programas de distribuição de renda e o controle da taxa de inflação, para evitar que o país volte ao mapa da fome.

Primeiramente, é fundamental percerber que a criação de programas de distribuição de renda tem grande importância na manutenção do Brasil fora do mapa da fome. Isso acontece, pois a condição de debilidade financeira, na qual se encontram alguns indivíduos, impossibilita o acesso desses à comida, pondo-os em uma grave situação de insegurança alimentar. Assim, tais auxílios, criados pelo Estado, tornam possível a redução da miséria no país, como foi demonstrado pelos dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), os quais indicam que após quinze anos da criação do programa “Bolsa Família” a taxa de pessoas em encondições de extrema probreza diminuiui em 15%. Isso evidencia o grande impacto da aplicação de tal medida na solução do problema.

Ademais, pode-se notar que as altas taxas de inflação são, também, responsáveis pela possível volta do Brasil ao mapa da fome. Isso se deve ao fato de tal índice indicar a o aumento dos preços dos produtos no mercado interno, o que torna mais difícil para os mais pobres adiquirir alimentos, já que o aumento do salário dos trabalhadores dificilmente acompanham tal indicador. Pode-se notar isso ao se observar o ocorrido nos anos 80, período no qual as taxas de elevação do custo dos gêneros alimentícios eram tão altas que esses valores chegavam a dobrar de um mês para outro, o que agravou o cenário de insegurança alimentar no país.

Portanto, a criação de programas de distribuição de renda, bem como o controle das taxas de aumento de preço do alimentos se mostram como importantes caminhos para evitar o retorno do Brasil ao mapa da fome. Com isso, faz-se necessário que o Ministério da Economia adote subsídios fiscais sobre os gêneros alimentícios que constituem a cesta básica, a partir da redução de impostos para a produção e comercialização deles, tendo como finalidade possibilitar que os mais probres possam os adquirir. Tal órgão deve, ainda, garantir um reajuste anual de benefícios, como o Bolsa Família, acima da taxa de inflação, objetivando a manutenção do poder de compra das pessoas que dependem de tais programas. Dessa forma, o “Fome Zero” deixará de ser apenas um projeto fracassado e se tornará uma realidade.