Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 03/05/2021

O quadro “Retirantes”, de Candido Portinari retrata a miséria das famílias que vivem em lugares de seca extrema, nos trazendo a conclusão de que a pobreza anda ao lado da sede. No Brasil, a  redução de 92% das verbas do programa de cisternas no semiárido afeta diretamente na aquisição de alimentos, sabendo se que, a agricultura familiar é responsável pela produção de 70% da alimentação no país. Bem como, o advento das máquinas no meio agrícola muitos trabalhadores rurais tiveram sua renda tirada, impedindo a continuidade de suas atividades, os levando a situação de fome.

Com a chegada da Revolução Verde, trouxe o aumento da produção de alimentos, por outro lado, ocorreu o processo de agronécio que baseia-se na exportação desses produtos. Dessa forma, a distribuição interna fica à cargo da agricultura familiar, e essa, não consegue abastecer todo o país, de modo que, pela lei da oferta e da procura, o preço dos alimentos aumente. Logo, a parcela da população menos abastada têm acesso insuficiente aos produtos alimentícios.

Alem disso, a fome está associada a pobreza e o desemprego só aumenta esse estado, são 14 milhões de brasileiros desempregados e, a situação do desemprego é mais alavancada pelas exigências das empresas que procuram profissionais qualificados para o preenchimento do cargo, onde uma grande parcela da população não teve acesso a educação básica como também não tem fluência em nenhuma língua. Vale lembrar que, isso tudo é razão do individualismo como Eça de Queiroz já disse “dói mais uma dor de dente que uma guerra na China”.

Em síntese, é nítido como o problema da fome é bastante grave e deve ser resolvido afim de o Brasil não caminhar de novo em direção ao mapa da fome. Em primeiro lugar, organizações não governamentais poderiam pressionar o Estado a aumentar a taxa dos grandes exportadores de alimentos para que a parte dos produtos fique no Brasil, com o proposito de impedir o aumento do preço dos produtos alimentícios, já que não existe combate à fome sem ajuda ao pequeno agricultor. Como também, o Poder Público poderia oferecer incentivos fiscais às empresas para evitar grande números de demissões e fazer com que as famílias tenham uma vida digna.