Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome
Enviada em 03/05/2021
O filme “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, retrata de modo ficcional a situação de fome do protagonista, refletida pela desigualdade social e pela problemática do desemprego. Essa dura realidade exemplificada no longa, representa parte da população brasileira, que pela condição de extrema pobreza, a qual está em aumento, não garante uma alimentação necessária. Além disso, tal obra cinematográfica denuncia o desprezo por parte das classes mais altas da sociedade e até do próprio Governo em cima dos carentes de nutrição adequada, semelhante com o que ocorre no Brasil, onde poucos grupos se preocupam em pensar nos meios de evitar a volta da alarmante da fome.
Primordialmente, destacam-se os dados divulgados em 2020 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que aponta uma taxa média de 13,5% de desemprego no país. Este dado alarmante apresenta um aumento de cerca de 2% quando comparado ao ano de 2019, comprovando que cada vez mais famílias entram em situação de pobreza e consequentemente de fome, no Brasil. Contudo, é de responsabilidade do Governo manter ou até aumentar o nível de investimento social adquirido, para o país não voltar à situação grave de fome.
Em segundo plano, o geógrafo brasileiro Milton Santos aponta em um pensamento que “Existem apenas duas classes sociais, a dos que não comem e dos que não dormem com medo da revolução dos que não comem.”. Seguindo a lógica do cientista, pode-se perceber que há um descaso e falta de empatia da população mais rica com o povo carente brasileiro. Isto deve-se pelo fato de nem o próprio Governo brasileiro tomar as medidas necessárias para erradicar a fome existente ou prevenir um aumento dessa situação. Pois, se o Brasil não corrigir, por exemplo, o número de trabalhadores informais (sem a carteira assinada e com renda variável e reduzida), as chances de uma transformação socioeconômica no país que teria capacidade diminuir os índices de desnutrição, tornam-se cada vez menores, visto que a desigualdade social só tende a crescer.
Dessa forma, percebe-se que é imprescindível tomar medidas urgentes para combater o aumento no número de pessoas em situação de fome, para que o Estado não volte a ser destaque neste quesito. Nessa lógica, é imperativo que o Governo viabilize mais empregos para os necessitados, fazendo campanhas para alcançar a maior quantidade de desempregados possível, com o objetivo dos mesmos voltarem a possuir renda suficiente para a alimentação. Além disso, a população mais informada e pertencente às classes sociais altas, deve ajudar as pessoas carentes, fazendo Organizações Não Governamentais para distribuição de refeições em bairros pobres, a fim de suprir a necessidade de alimentação dos que não têm condições.