Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 05/05/2021

A escritora semianalfabeta do século XIX, Carolina de Jesus, escreveu em seu livro “Quarto de Despejo: o diário de uma favelada”, que a fome tem cor e tem cheiro. Com essa afirmação, ela deixa nítida como a fome é uma realidade no país, e que se perpetua até os dias de hoje. A partir desse viés, faz-se necessário analisar a raiz histórica desse problema, que está fortemente ligada às desigualdades existentes, além do aspecto socioeconômico que causa uma piora da situação, a fim de propor medidas que de fato mude o cenário do Brasil no mapa da fome.

Nota-se, inicialmente, que a fome no Brasil é produto da má distribuição dos alimentos, e não da falta deles. Isso ocorre devido a uma mentalidade, ainda, exploratória, em que os ricos detém o poder e se importam apenas com o enriquecimento a qualquer custo, não priorizando as condições mínimas de vida da maior parcela da sociedade que é pobre e não tem seus direitos garantidos, como o direito à alimentação que está previsto na constituição de 1988. Essa problemática é extremamente grave que até na dimensão da pintura já foi representada, como na tela “Os retirantes” de Candido Portinari, na qual  mostra pessoas desnutridas saindo do interior em busca de uma vida melhor na cidade grande.

Outro aspecto a se considerar é que na situação atual de crise econômica, o números de pessoas vítimas da fome tende a aumentar. Tal questão ocorre porque, nesse contexto, as grandes empresas tem como uma solução, rápida e fortemente individualista, o corte de gastos com a demissão em massa de seus funcionários, o qual gera uma onda de desemprego. Essa medida ocasiona a perda da renda de muitas famílias brasileiras que não conseguem comprar itens essenciais para sua sobrevivencia, como os alimentos. Sendo assim, com o agravamento da situação do país, ele apresenta aproximadamente 5% de toda a populaçao em extrema pobreza, dado que indica a sua presença no mapa da fome, segundo a Organização das Nações Unidas.

Sendo assim, percebe-se como a fome é uma problemática gravíssima e que precisa ser combatida. Portanto, é fundamental que o Poder Executivo Federal, especificadamente o Superministério da  Cidadania- por ser responsável pelo desenvolvimento social- tome medidas de combate a fome. Tal ação ocorrerá por meio de um Plano Nacional de Combate à Fome, o qual irá criar um sistema justo de distribuição que fornecerá alimentos a população de maneira equitativa, proporcional ao nível de baixa renda da família. Isso será feito a fim de que essa problemática não seja mais algo tão real como Carolina de Jesus vivenciou e o Brasil não entre no mapa mundial da fome.