Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 04/05/2021

A fotografia “Vendedores de restos mortais de familiares” relata a realidade de um casal que vendia partes do corpo humano de defuntos como alimento em decorrência da fome gerada pela Crise de 1921 na Rússia.Semelhante a essa época,no contexto brasileiro contemporâneo, a fome,em consequência da má distribuição de renda e da hiper faturação dos alimentos,permanece como um desafio para que o Estado distancie o Brasil do mapa da fome.

A priori,é notável a relação entre a má distribuição de renda e a Lei de terras,já que,tal código ao concentrar os lotes de terra na mão de poucos inibe a população carente de produzir alimentos tanto para subsitência quanto para comércio como produção de renda.Dessa maneira,a concentração latifundiária é um fator que colabora com a incidência da fome no país.

A posteriori,nos centros urbanos a questão do acesso alimenticio não é diferente da situação rural,já que alguns alimentos são hiper faturados resultando na inflação.Prova disso, são os dados divulgados pelo site “R7” que afirmam uma inflação de 15,02% sobre o setor alimenticio no ano de 2020.Apesar do aumento no preço dos alimentos o salário mínimo não segue a mesma parábola se mantendo quase que uma constante,de tal forma,dificultando o acesso da população a uma alimentação eficiente.

Desse modo,é necessário que o Estado reavalie a Lei de terras ao analisar os dados econômicos,nutricionais e o IDH dos últimos 10 anos.E assim,após avaliar as informações o Ministério da Econômia deve desenvolver um projeto que garanta o acesso da população a uma alimentação de qualidade ao tornar os valores dos alimentos uma constante proporional ao valor do salário mínimo.Ademais,é necessário a criação ou a adaptação de um ministério que estude as necessidades nutricionais dos brasileiros,desse modo,distanciando o país do mapa da fome.