Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 04/05/2021

A Constituição Federal de 1988, norma de máxima hierarquia em vigor no Brasil, assegura o direito à alimentação, o que faz do Estado o responsável pela segurança alimentar e nutricional dos brasileiros. Entretanto, lamentavelmente, a pobreza, principalmente nas periferias, e a marginalização de grande parte da população impede que esse direito seja colocado em prática e a persistência das mesmas prolonga a invisibilidade e acentua a insegurança alimentar. Logo, o desemprego, a crise econômica e a falta de projetos que visem a democratização de uma alimentação segura e balanceada são os grandes obstáculos que mantêm a população sem a nutrição adequada.

Deve-se pontuar,a princípio, que as disparidades econômicas do Brasil, cuja população é notoriamente segregada de acordo com o poder aquisitivo, são fatores determinantes na má distribuição de recursos básicos, como saneamento básico e alimento. Essa realidade é acentuada devido ao alto índice de desemprego e estagnação da economia, pois esses fatores diminuem o poder de compra da população de baixa renda enquanto o custo de vida aumenta. Dessa forma, o Keynesianismo, teoria econômica que propõe intervenção estatal na economia para garantir pleno emprego e controle da inflação, deixa nítido que a Governo Federal deve se fortalecer pois sua população sequer tem empregos capazes de suprir a necessidades alimentares.

Por outro lado, em 2003, foi criado pelo governo Federal, no mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o programa Fome Zero, o qual objetivava combater a fome por meio da integração de políticas públicas que abrangessem a população em condição de miséria e comunidades periféricas pobres. Nesse sentido, é evidente que o Estado é primordial para evitar que o país volte ao mapa da fome, porque ele é capaz de distribuir e democratizar alimento, e consequentemente, levar segurança alimentar e nutricional para os lares brasileiros. Sendo assim, o desemprego e a insegurança alimentar devem ser garantidos pelo Governo Federal, cuja organização e estrutura é capaz de oferecer muito mais aos seus cidadãos do que oferecem no atual contexto.

Portanto, indubitavelmente, é necessário que o combate a fome seja priorizado e a mesma seja extinguida do país. É necessário que o Ministério da Economia, em conjunto com governos estaduais e municipais, planejem obras públicas e encorajem o comércio a fim de que as pessoas sejam empregadas e tenham condições de comprar alimentos. Ademais, o Ministério da Educação deve iniciar lanches coletivos saudáveis nas escolas, não só para que as crianças tenham alimento garantido no espaço escolar como para que também aprendam juntas o tipo de alimentação que devem ter.Dessa forma, o Brasil certamente não voltará ao mapa da fome.