Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome
Enviada em 05/05/2021
A obra “O Quarto de Despejo” da autora Carolina Maria de Jesus, retrata de forma triste e cruel o cotidiano de Carolina e de seus três filhos em meio a uma situação de extrema pobreza e de luta contra a fome, visto que a personagem relata em seus diários situações desumanas, como quando catou ossos do lixo para conseguir se alimentar, o que reforça ainda mais a situação de pobreza extrema em que vivem. Dessa forma, é válido afirmar que a fome é um problema social que persiste durante decádas e de dificil erradicação. Nesse sentido, cabe analisarmos a falta de responsabilidade social do Estado em encontrar caminhos que evitem que o Brasil volte para o mapa da fome, como também discutir sobre como esse problema social se agravou durante a pandemia do covid-19, tendo em vista a real necessidade de revertemos esse quadro.
Primeiramente, é importante ponderar sobre a negligência por parte do Governo em encontrar estrátegias que impeçam que o país volte para o mapa da fome, posto que o Brasil tem possibilidade de voltar para a situação de pobreza extrema. Consoante a Constituição Federal, o direito humano a alimentação está expresso no Artigo 6º da Constituição Federal, assegurando que a alimentação é um direito previsto por lei e que o Estado é responsável pela efetivação da alimentação adequada de todos os cidadãos. Por outro lado, infelizmente esse direito não é assistido de forma correta pelo Estado, pois o cenário atual é de retrocesso em relação ao combate a fome, visto que mesmo com todos os programas sociais voltados para a erradicação da fome, o país segue com altos índices de pobreza.
Outrossim, é válido discutir sobre o agravamento da fome durante a pandemia do coronavírus, que atingiu toda a população mundial e gerou uma crise econômica de grande escala. Uma pesquisa realizada entre outubro e dezembro do ano passado mostra que mais de 116 milhões de pessoas conviveram com algum grau de insegurança alimentar no período da pandemia, ou seja mais da metade dos domicílios brasileiros sofreram com algum tipo de privação alimentar, segundo o estudo da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede PENSSAN). Portanto, a conclusão é de que o aumento da fome cresceu durantes os últimos anos, porém se agravou durante a pandemia do coronavírus.
Com o intuito de amenizar essa problématica, cabe ao Governo Federal assegurar que todos os cidadãos tenham o seu direito a alimentação efetivado, por meio de políticas públicas que promovam a a distribuição emergencial de recursos, compra de alimentos localmente, capacitação de mão-de-obra e o investimento em capital humano através do incentivo à educação com a distribuição de refeições escolares. A fim de, amenizar consideravelmente os altos índices de fome.