Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 04/05/2021

Conforme o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mais de 5% da população brasileira convive com a fome. Esse número, cada vez mais alarmante, aumentou com mudanças políticas e sociais no país e tende a crescer ainda mais com o advento da pandemia do vírus Covid-19. Para que essa previsão não seja concretizada e seja evitado o retorno do Brasil ao mapa da fome, é preciso que haja o estímulo à agricultura familiar e o reestabelecimento e investimento nas políticas sociais de alimentação.

Em primeira análise, a agricultura familiar é um caminho pelo qual a geração de renda, principalmente para a camada mais pobre da sociedade, é efetivada. Isso porque essa modalidade é protagonizada por pequenos produtores rurais e suas famílias, segundo a Constituição de 1988. Dessa forma, essa prática colabora para a distribuição de renda e, consequentemente, a redução dos índices de fome. De acordo com a COPROFAM (Confederação das Organizações de Produtores Familiares do Mercosul), quase 80% dos alimentos produzidos no mundo vem da agricultura familiar. Dessa forma,  com o crescimento da economia no campo através dessa modalidade, o número de pessoas que convivem com a fome é reduzido, uma vez que as mercadorias ficam mais baratas e a renda gerada para os produtores possibilita a alimentação da família.

Outrossim, além da contribuição da agricultura familiar no combate à fome no Brasil, as políticas sociais e os programas governamentais têm um papel fundamental em evitar que o país volte ao mapa da fome. Já que eles proporcionam não só alimentos em si, mas também, condições para que essas famílias se matenham ativos na sociedade. Em conformidade com o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), os programas sociais reduziram em 25% a pobreza extrema no Brasil. Ou seja, com essa redução, as pessoas são inseridas no contexto econômico e podem garantir sua alimentação. Com isso, uma parcela da população que está convivendo com a fome, saem dessa situação, evitando assim, que o país retorne ao mapa da fome.

Portanto, com o objetivo de evitar a volta do Brasil ao mapa da fome, cabe ao Ministério da Agricultura, órgão responsável pelas políticas de estímulo à agropecuária, incentivar as famílias das camadas mais pobres, por meio da promoção de instrumentos de trabalho para o início e garantia de compra dos produtos para o comércio, para que os moradores do campo possam ser inseridos na economia e tenham condições de se alimentar. Além disso, é preciso que o Governo Federal, em parceria com ONGs, reestabeleça os investimentos nas políticas de alimentação, com a liberação da verba necessária e divulgação dos programas, a fim de reduzir os índices de fome no Brasil.