Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 05/05/2021

As pinturas rupetres, célebres representações artísticas produzidas pelos povos primitivos, abordavem, entre os cenários do cotidiano, a obtenção de alimentos vinculado a hábitos nômades e sedentários. Na contemporaneidade, a democratização decadente do consumo regular de itens alimentares corrobora com a volta do Brasil ao mapa da foma. Nesse viés, é essencial analisar as origens dessa prerrogativa.

Em primeira instância, é incontrovertível postular a naturalização das massas elitistas diante da gravidade do quadro de fome, motivadora sórdida dessa problemática entre indivíduos de baixo poder aquisitivo. Darcy Riberio, antropólogo e sociólogo brasileiro, postula a perversidade intrísceca às classes dominantes nacionais que, uma vez moldadas pelas raízes do período colonial, tornam-se enfermas do descaso. Sob tal ótica, a indiligência dos setores hegemônicos acerca dos entraves enfrentados pelas classes marginalizadas, amplifica as disparidades sociais no Brasil contemporâneo, exemplificadas pelo acesso aos bens alimentares. Por conseguinte, a camada injustiçada encontra-se alheia  ao usufruto do seu direito inalienável à alimentação saciante.

Mormente, convém licitar a inefetividade da refoma agrária concretizado no Brasil, pautada pela hierarquização, consoante critérios socioeconômicos, dos setores populacionais beneficiados. Os feudos característicos da Idade Média, período histórico que sucedeu a Antiguidade, foram delimitados baseando-se expressividade das terrras do manso senhorial-porção pertencente aos membros da nobreza-. Nessa perspectiva, a perpetuação de ideologias excludentes oriundas do medievalismo estrurura o modelo parcial de divisão territorial e reafirma a manutenção do caráter monocultor e exportador do Brasil. De tal modo, as divergências entre as camadas sociais brasileiras inviabiliza a posse de unidades produtivas pelo setores de baixo poder aquisitivo e acarreta a fome generalizada no panorama nacional.

Em suma, diante dos fatos superpostos, medidas são cruciais para solucionar esse paradigma. Com o intuito de fomentar a consientização social, urge que a mídia e os jornais, veículos relevantes na esfera global, proporcionem a abordagem da temática, por intermédio de projetos interativos nas cidades, interligados à valorização da alimentação para a totalidade cidadã, veículadas no âmbito nacional. Outrossim, é mister que o Poder Executivo direcione finanças à Assembleia de Fundo Monetário Intenacional, órgão efetivador da reforma agrária baseada em moldes imparciais. Dessa forma, o consumo concreto de alimentos pautará o cotidiano dos brasileiros.