Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 05/05/2021

O direito social à alimentação é assegurado pelo artigo 6º da Constituição Federal de 1988. Dessa maneira, é necessária uma maior efetivação dessa legislação de modo que, como já foi corroborado pela Organização das Nações Unidas, o Brasil não volte para o mapa da fome. No combate a essa infeliz realidade, políticas públicas mais eficientes em relação à distribuição de alimentos somadas a investimentos no transporte mais rápido desses mantimentos aos brasileiros em vulnerabilidade social, são imprescindíveis.

Nesse sentido, numa primeira análise, o cenário de desigualdade social no Brasil é fomentado, sobretudo, pela má distribuição de alimentos, assim, nota-se que classes menos abastadas sofrem mais com essa problemática. Mediante os aspectos apresentados, o livro “Vidas Secas” do escritor modernista Graciliano Ramos, retrata uma família de retirantes sertanejos sem acesso aos direitos humanos, a qual passa por dificuldades no caminho de busca por uma vida longe da seca, entre elas a opressão do patrão, o descaso do governo e, principalmente, a fome. Fora da obra literária, mas em analogia ao supracitado, pode-se perceber a dificuldade de muitos brasileiros, como moradores em situação de rua, pessoas afetadas pela seca ou enchentes e desempregados, para terem acesso ao direito social da alimentação. Diante desse cenário, é importante que programas governamentais e ações sociais sejam realizados visando uma maior equalização na disposição de suprimentos aos indivíduos desamparados.

Outrossim, numa segunda análise, vale ressaltar a necessidade de uma distribuição mais rápida e eficaz de alimentos, para que seja possível auxiliar melhor os indivíduos. Com isso, o curta-metragem “Ilha das Flores” dirigido por Jonas Furtado, retrata a trajetória das frutas desperdiçadas até serem transportadas e descartadas numa comunidade, onde a comida é dividida entre os animais e os humanos. Em contrapartida, infere-se que se o transporte fosse de alimentos saudáveis, em bom estado para o consumo e se existissem políticas públicas efetivas para isso, a comunidade viveria em melhores condições de saúde e alimentação.

Dessarte, para que o Brasil não entre no mapa da fome da ONU, é de suma importância que o Governo Federal crie um auxílio alimentação para cada família carente, de modo que tenha quantia suficiente para quatro feiras mensais. Além disso, com o planejamento dos Governos Estaduais, deve ser feita uma arrecadação de alimentos saudáveis nos pontos mais movimentados das cidades e transportados para os locais mais vulneráveis socialmente, ao fim da cada semana. Com a finalidade de equalizar a distribuição de mantimentos na sociedade.