Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome
Enviada em 05/05/2021
O filme ”O menino que descobriu o vento’’ trata sobre uma família humilde que para sobreviver depende das plantações e sobre as consequências que a fome causa no ser humano. Hodiernamente, fora das telas, essa obra assemelha-se à situação no Brasil, visto que, diversos problemas contribuem para o agravamento no quadro de fome nesse país e a sua possível volta para o mapa da fome, tais como: o aumento contínuo do desemprego, aliado a falta de investimentos no setor agrícola para as pequenas famílias. Assim, para compreender esse cenário, faz-se necessário discutir acerca dos empecilhos que contribuem para essa problemática e os meios para combater a situação.
Em primeira análise, é perceptível que um dos principais agravantes para essa questão é o aumento do desemprego no país, o qual é impulsionado pelas exigências das empresas na qualificação da mão de obra, uma das características do capitalismo. Ou seja, as empresas requerem que um possível candidato deve ser fluente em duas línguas, ter algum curso técnico concluído e certo entendimento sobre economia e empreendedorismo. Porém, tais fatores não são presentes na população de baixa renda pois tiveram uma educação muito restrita, impedindo-os de serem qualificados para tais empregos. Prova disso é que, segundo o IBGE, mais de 14 milhões de brasileiros encontram-se desempregados, mostrando a abrangência desse problema.
Outrossim, vale salientar que, aliado ao desemprego inserido no Brasil, está a falta de investimentos do Governo no setor agrícola para as pequenas famílias, as quais suprem boa parte da alimentação da sociedade. Isso porque, devido à falta de políticas públicas voltadas para o combate à fome, além do constante corte de verbas que deveriam ser destinadas ao setor agrícola familiar, inúmeras famílias são constantemente privadas dos vários benefícios da agricultura familiar, como a criação de hábitos alimentares saudáveis, o apoio a sustentabilidade e geração de renda e emprego para a população de baixa renda. Essa negligência do Governo Federal se torna evidenciada através redução para lamentáveis 8% das verbas do programa de cisternas no semiárido e para apenas 1% dos recursos voltados para a aquisição de alimentos da agricultura familiar para distribuição em áreas mais carentes.
Evidencia-se, portanto, a necessidade do poder Executivo Federal, mais especificamente o Ministério da Economia e o Ministério da Cidadania, promover mais empregos e alimentação abrangente. Tal iniciativa ocorrerá por meio de um Projeto Nacional de Combate à Fome, o qual fomentará uma ampliação do investimento na criação de empregos para pessoas de baixa renda e em programas de aquisição e distribuição de alimentos em áreas necessitadas, além de investir na agricultura familiar. Isso, a fim de que finalmente a fome e suas consequências não mais sejam uma realidade no Brasil.