Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome
Enviada em 14/05/2021
Na obra “geografia da fome”, do autor Josué de Castro, é retratado o panorama da desigualdade no Brasil, mostrando como a fome está ligada a discrepância social e ao domínio público. Semelhantemente, o cenário atual do Brasil limita pessoas a ascenderem de classe social, tornando a pobreza algo comum. Nesse sentido, a falta de medidas governamentais e a desigualdade social agravam o problema.
Primeiramente, é valido destacar que a negligência governamental colabora para esse cenário. Segundo Aristóteles, filósofo grego, a política deve ser articulada pelos homens a fim de alcançar um equilíbrio social. Dessa forma o governo não vem cumprindo seu papel com a sociedade. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o numero de brasileiros na pobreza triplicou de 2020 para 2021, chegando a 27 milhões de pessoas com renda de até 250 reais.
Além disso, uma população que sofre com desigualdade social acaba sendo afetada muita mais com a pobreza, que dessa forma vivem sem uma perspectiva de vida, aumentando índices de criminalidade e suicídios. Em uma pesquisa de 2015 utilizando o coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, mostrou que o Brasil é o décimo país mais desigual do mundo.
Portanto, pode-se perceber que a falta de atuação do Estado e a desigualdade nas estruturas dificultam a erradicação do problema. Em virtude disso o governo com ajuda da sociedade deve apoiar pequenos agricultores e fornecer refeições escolares com parcerias público-privadas que deverão ser acessíveis a classes baixas, a fim de incentivar a produção local e aumentar a oportunidade de vida dos alunos. Desse modo, a geografia da fome no Brasil será superada e assim alcançar uma sociedade com mais oportunidades.