Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome
Enviada em 07/06/2021
“No meio do caminho tinha uma pedra”. O famoso verso do poeta Carlos Drummond de Andrade trata-se de uma metáfora para desafios. Análogo a essa citação, é evidente que há uma “pedra” no caminho do Brasil e sua população: a fome e como evitar que o Brasil volte para o mapa de predicabilidade alimentar. Desse modo, faz-se necessário estudo sobre os fatores que intensificam a problemática, como a negligência do Estado e a falta de empregos.
Sob esse viés, é lícito postular a incipiência governamental como fator que impulsiona esse revés. De acordo com Thomas Hobbes o Estado é responsável pelo bem estar social. Entretanto, a ineficácia em realizar medidas de contenção da fome no país, como a distribuição de cestas básicas para famílias em situação de vulnerabilidade extrema, inscritas no Cadastro Único, e a distribuição de alimentos perecíveis em escolas municipais e estaduais. Estabelece uma ideia contrária ao pensamento de Hobbes. Consequentemente, as famílias de situação supracitada, continuam ambicionando alimentos básicos na dieta do brasileiro.
Ademais, outro fator a salientar é o desemprego. Segundo dados do IBGE 2014, o Brasil tem hoje cerca de 14 milhões de desempregados. Isso porque com a crise que assola o país e os altos impostos taxados pelo Governo Federal, as pequenas e médias empresas- força motriz da economia brasileira- ficam impedidas de gerar empregos, o que diminui, consideravelmente, as contratações. Nessa perspectiva, entende-se que por esses fatos, o brasileiro é, cada vez mais, afastado de um prato de comida.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para a mitigação da problemática. Nesse sentido, cabe ao Ministério da Economia, responsável por executar as políticas fiscais do país, remanejar verbas para os projetos sociais do Cadastro Único, como o Bolsa Família, o qual proporciona doações de cestas básicas completas, com alimentos perecíveis ou não e produtos de higiene, a fim de assistir famílias em situação de vulnerabilidade. Outrossim, é necessário que o Governo Federal lidere um projeto de protecionismo alfandegário, para que os produtos internos sejam mais valorizados, com o fito de elevar o mercado trabalhador brasileiro. Somente, desta forma, as “pedras” no caminho do Brasil poderão ser dissipadas.