Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 10/09/2021

Para Pedro Vaz de Caminha, o Brasil era uma útopia real; terras férteis, água em abundância, território vasto e virgem, símbolo de prosperidade. Nesse contexto, a ameaça que o Brasil moderno sofre de entrar novamente no mapa da fome é paradoxal. Logo, demanda novas medidas não só no desenvolvimento econômico nacional, mas também nos programas de auxílio social.

Ademais, segundo o site Época negócios, cerca de 14 milhões de brasileiros estão desempregados, dos quais a maior parcela prejudicada é de classe baixa. Em adição, segundo a Constituição Federal, é dever do Governo assegurar uma vida digna em todos os espéctros ao cidadão, o que inclui o direito ao trabalho remunerado. Dessa maneira, fica evidente que a crise econômica não corrigida pelo governo aumenta a taxa de desempregados entre a parcela pobre da população que, desamparados, passam a fazer parte da porcentagem de famintos.

Outrossim, programas como o Bolsa Familía ajudaram a combater a miséria de uma forma geral dentro do território brasileiro, por mais que em áreas afastadas tal apoio não fosse presente. Entretanto, de acordo com o site Época negócios, em 2018, os auxílios sociais sofreram um corte de verba de 92%. Por consequência, aqueles retirados do mapa da fome passaram a retornar, já que a crise e o desemprego não permitem ao cidadão de baixa renda manter o encargo de um consumo básico.

Portanto, é dever do Ministério do Desenvolvimento social e combate à fome, órgão responsável pela assistência social e segurança nutricional, a erradicação dos pontos endêmicos da fome no país, por meio da distribuição mensal de cestas básicas; com o objetivo de corrigir o défict nutricional de forma direta. De outra maneira, fica evidente a necessidade de programas de trabalho remunerado para a parcela carente da sociedade, feitos pelo Ministério da Fazenda, por meio de cadastros gerais recolhidos pelo mesmo. Para, assim, aumentar o poder de compra e evitar a sombra da fome.