Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome
Enviada em 19/04/2022
No livro “Quarto de Despejo”, é retratado a história da autora Maria Carolina de Jesus, que é moradora na região de uma favela em São Paulo. A obra descreve a realidade do cotidiano de Maria, exemplificando as dificuldades com relação à questão da fome em áreas marginalizadas do Brasil. Fora da ficção, na conjuntura brasileira contemporânea, a fome é um problema diário na vida de diversos brasileiros, sendo fundamental destacar as origens desse mal, bem como o reflexo atual provocado pela má administração do país.
Primeiramente, é necessário evidenciar que a fome não possui fatores atuais. Em 1500, na época da colonização portuguesa no Brasil, a região foi conquistada como uma colônia de exploração, o que desencadeou a prática da falta de investimentos na sociedade e desigualdades sociais. Com isso, pode-se observar que a insegurança alimentar no Brasil transpassa a ideia de um problema estrutural, visto que desde os primórdios de sua história, o país foi influenciado negativamente em seus aspectos culturais e sociais.
Ademais, é notório que essa má administração dos governantes locais reflete atualmente na questão da fome no país. Segundo uma pesquisa do portal Folha Uol, relevante site de notícias, o Brasil possui grande força na indústria alimentícia em exportação, sendo participante de grande hegemonia no mercado internacional. Em uma segunda análise, segundo o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a fome é um dos problemas que mais impactam na sociedade brasileira. Assim, torna-se nítido que o país sofre de uma má distribuição de alimentos, decorrente da ineficiência da administração governamental.
Portanto, infere-se a necessidade de medidas para possibilitar caminhos ao combate da fome no Brasil. É fundamental que, o Estado, por meio de reformas políticas referentes à organização alimentar no país, faça uma melhor administração das exportações no mercado internacional, a fim de trazer um equilíbrio na economia alimentícia. Além disso, é relevante a criação de projetos sociais de inclusão em comunidades marginalizadas, para que as desigualdades sociais diminuam. Assim, realidades vividas como a de Maria Carolina de Jesus serão cada vez menos vistas.