Caminhos para evitar que o Brasil volte ao mapa da fome

Enviada em 08/06/2022

Na série televisiva “Expresso do Amanhã”, é perceptível a influência do status e o poderio social que a classe alta possui, visto que, um de seus maiores privilégios, é o de ter comida em abundância. Fora da ficção, isso se mostra também presente na realidade brasileira, uma vez que há desafios para superar a insegurança ali- mentar. Dessa forma, nota-se que a negligência governamental e o egoísmo social são fatores contribuintes dessa problemática.

Sob primeira instância, a inoperância governamental contribui ativamente na a-gravação desse cenário. Nessa perspectiva, segundo o filósofo contratualista John Locke, é dever do Estado garantir o bem-estar social de sua população. Entretanto, isso não se faz presente no país, já que, embora possuidor de um dos maiores IDH, é também detentor de um dos maiores índices GINI, o qual marca uma grande de-sigualdade social e concentração de renda. Com isso, é possível notar a falha das autoridades em promoverem ações que garantam a igualdade de todos perante a lei que rege o Brasil, o que, consequentemente, provoca a escassez alimentícia da classe baixa.

Ademais, a sociedade individualista e arcaica dificulta a resolução desse caso. Nesse contexto, para o sociólogo contemporâneo Zygmmunt Bauman e a moder- nidade líquida, a atual sociedade seria capaz de se adaptar às mudanças, o que, no entanto, não se faz presente, quando se observa a grande quantidade de alimento disperdiçada devido ao descontrole compulsivo que os faz comprar mais que o ne-cessário. Tal fato refuta a teoria Malthusiana, cujo autor alega que a quantidade de alimento seria insuficiente para toda a população mundial, pois, cientificamente, é mais que suficiente, sendo apenas mal distribuida.

Infere-se, portanto, que medidas precisam ser tomadas para a resolução desse caso. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde, juntamente ao da Cidadania, pressio-nar o Legislativo a criar leis, as quais limitarão a quantidade comprada por família por meio da comprovação de quantas pessoas convivem juntas. Com a finalidade de garantir o acesso à alimentação por todos, através da distribuição gratuita dos excedentes à parcela mais precária da sociedade.