Caminhos para incentivar a prática de leitura entre jovens

Enviada em 05/09/2025

“A menina que roubava livros” é uma obra cinematográfica que narra a história do arrebatamento de um jovem em decorrência da falta de acesso a livros. Atualmente, no país, os jovens enfrentam dificuldades para desenvolver o hábito da leitura, devido, sobretudo, à falta de estímulo e à precariedade no que diz respeito a investimentos em bibliotecas e projetos culturais.

Diante desse cenário, a ausência de incentivo à leitura acaba reforçando desigualdades sociais, uma vez que, desde a Idade Média, o ato de ler esteve vinculado às elites. Assim, a leitura se consolidou como uma prática elitista, afastando grande parte da juventude brasileira dos livros e perpetuando a formação insuficiente de leitores no país.

Ademais, é notório que a escassez de investimentos públicos em espaços de leitura prejudica, sobretudo, jovens em situação de vulnerabilidade socioeconômica, que deixam de ter contato com um ambiente capaz de despertar o gosto pelos livros. Essa limitação restringe possibilidades de crescimento intelectual e cultural, sendo que, como afirma o escritor George R. R. Martin: “quem lê vive mil vidas antes de morrer”. Portanto, cada jovem deveria ter a oportunidade de vivenciar a leitura como experiência transformadora.

É imprescindível, portanto, que o Estado, aliado às esferas municipais e às Secretarias da Educação, estimule a leitura entre os jovens por meio da construção e modernização de bibliotecas públicas, da promoção de feiras literárias em praças com autores nacionais presentes e da criação de clubes de leitura nas escolas. Dessa forma, a leitura será apresentada à juventude como um hábito de lazer acessível e enriquecedor, capaz de ampliar horizontes e diminuir barreiras sociais.