Caminhos para incentivar a prática de leitura entre jovens

Enviada em 10/10/2026

Na obra “A menina que roubava livros” de Markus Zusak, há em meio á Alemanha nazista, Lisie, que rouba livros e os lê escondido. Fora da ficção, este esforço para a leitura não é um cenário similar aos jovens, frente as entraves para que o hábito seja recorrente entre os indivíduos. Isso ocorre devido à falta de incentivo familiar e à competição com as telas digitais.

Em primeira análise, cabe ressaltar que a ausência de estímulo por parte dos pais e/ou responsáveis, corrobora na dificuldade de engajar os adolescentes na prática leitora. A esse respeito, dados da CNN Brasil informam que 66% dos jovens entre 15 e 16 anos não lêem livros com mais de 10 páginas. Nessa ótica, é sabido que o costume começa em casa, através do exemplo e encorajamento de adultos, de modo que desperte o interesse juvenil. Entretanto, em virtude das longas jornadas de trabalho, dos cuidados domésticos ou mesmo da não prática regular da leitura, muitas famílias não fazem esse acompanhamento. É preciso então reavaliar a importância dessa atividade para o desenvolvimento individual.

Concomitantemente, há ainda o boom tecnológico que propicia uma competição com as telas digitais, uma vez que população passa maior parte de seu tempo nos dispositivos eletrônicos. Sobre esse aspecto, o site do Senado Federal, alerta que mediante o rápido acesso aos conteúdos das redes sociais como Instagram e TikTok, aumenta-se o percentual de analfabetismo funcional - incapacidade de interpretação básica dos textos; falta de concentração e atenção; incoerência textual - refletido também na pesquisa do G1 que aponta: 67% dos alunos pobres não atingem o nível mínimo de leitura. Em suma, medidas devem ser pensadas para traçar soluções e planejamentos ao longo prazo.

Torna-se evidente, portanto, que o Governo Federal - instância máxima da administração pública - deve criar o projeto “Leia comigo”, uma biblioteca com leitura guiada e envio de livros fisicos para as residências, a fim de engajar os leitores. Isso deve ser feito por meio de verbas públicas e ampliado nacionalmente nas intituições de ensino. Somente assim, possilidades serão construídas para criação de novos caminhos.