Caminhos para incentivar a prática de leitura entre jovens
Enviada em 16/04/2024
O escritor T.J. Klune se destacou pelo seu livro “A Casa no Mar Cerúleo” por ser engajado em temas sociais. Apesar da leitura dessa e de outras muitas obras ser um hábito saudável e que estimula o intelecto, tal prática não é devidamente difundida no Brasil atual. Isso ocorre por dois fatores: a falta de engajamento acerca dos efeitos positivos da leitura e a baixa exposição dos jovens a obras literárias diversas.
Neste cenário, é notório que a falta de discussões acerca dos pontos positivos sobre a prática da leitura se configura um empecilho. Sob este viés, Carl Sagan afirma que a leitura é transformadora por estimular a imaginação, aspecto extremamente necesário para entender assuntos complexos. Nesse sentido, a leitura se configura como uma prática saudável que estimula o desenvolvimento intelectual e, consequentemente, auxilia em atividades acadêmicas e escolares, além de ampliar o senso crítico, capacidade autoanalítica e até mesmo aumentar os níveis de serotonina (neurotransmissor relacionado à sensação de felicidade e satisfação), como indica uma reportagem publicada pela BBC Brasil.
Ademais, a falta de conhecimento sobre diferentes estilos, gêneros e subgêneros por parte dos jovens é outro fator que desestimula a prática da leitura. Isso ocorre devido ao fato de que as escolas costumam abordar apenas os clássicos da literatura, como Machado de Assis e Graciliano Ramos (que apesar de serem marcos da literatura nacional, não têm grande apelo aos jovens) e a mídias tradicionais (televisão e jornal) apenas os mais vendidos. Entretanto, existe uma imensa gama de diferentes tipos de livros, seja de fantasia, romance, não-ficção ou independente - como é o caso do livro “A Ordem do Ipê Branco”, de Diogo Carneiro - que se adapta aos gostos e as particularidades de cada leitor.
Portanto, urge a necessidade de iniciativa do Estado para estimular a leitura por parte dos jovens. Logo, cabe ao Ministério da Cultura promover campanhas itinerantes de arrecadação e doação de livros que priorizem regiões mais pobres. Tais campanhas devem ser feitas em veículos financiados pelo Estado e conter um conjuto diversificado de obras. Tal ação estimulará o interesse aos livros por parte dos mais jovens.