Caminhos para incentivar a prática de leitura entre jovens

Enviada em 20/04/2024

A Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada pela ONU - afirma que todos os indivíduos têm direito à educação e ao lazer. No entanto, os desafios enfrentados para a valorização da prática de leitura entre jovens, no Brasil, tornam-se um empecilho para a plena efetivação de tais direitos. Dessa forma, constata-se que a ineficiência em sua resolução perpetua-se, seja pela inobservância das leis, seja pela persistência de estigmas culturais.

Sob esse viés, percebe-se que existem leis como, tal qual a Lei nº13.696, que asseguram a promoção de livros, da leitura e da literatura, assim como o acesso público à bibliotecas. Entretanto, a ineficiência em suas aplicações está atrelada, principalmente, à falta de fiscalizações intensivas e de políticas ostensivas por parte do Ministério da Educação. Isso contribui, lamentavelmente, para a falta de estímulos e de estrutura para jovens se interessarem pelo hábito da leitura. Assim conforme J. Locke, o “Contrato Social” - no qual o bem-estar da sociedade é responsabilidade do Estado - , é rompido, sem a efetivação das leis vigentes.

Ademais, consoante ao educador Paulo Freire, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Em conformidade com tal afirmação, nota-se o estigma cultural do brasileiro em não possuir o hábito de consumir cultura, o que culmina na prevalência da oralidade em detrimento da escrita. Consequentemente, resulta na preferência por outras mídias em forma de programas de televisão, rádio e internet - como exemplo de que apenas 9,5% dos jovens brasileiros leram algum livro com mais de cem páginas em 2018, em pesqui-sa do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes.

Logo, o Ministério da Educação - órgão responsável pela regulamentação no setor - deve atuar no que tange à fiscalização, ao controle e ao fortalecimento de políticas públicas existentes, por meio de processos judiciais, de programas sociais e de projetos que promovam a disponibilidade de bibliotecas públicas e a distribuição de livros em formato digital. Além disso, é vital também elaborar cartilhas e palestras educativas, pelo Ministério da Educação, mediante a veiculação em mídias sociais, a fim de demonstrar a importância da leitura para a formação de um cidadão intelectual.