Caminhos para incentivar a prática de leitura entre jovens

Enviada em 04/06/2024

No século XVI a Igreja dominava a população por meio da ignorância dessa acerca das escrituras. No entanto, ao traduzir a Bíblia para o alemão, Lutero oportunizou a interpretação individual dos textos, possibilitando modificações sociais. No Brasil atual, cinco séculos mais tarde, ainda se precisa de uma figura que incentive e acessibilize a leitura, em especial entre os jovens, afinal, essa se encontra defasada no país. Para tanto, faz-se interessante analisar a gama de benefícios conduzidos pela leitura, assim como o papel das instituições nessa prática.

Primeiramente, é valído ressaltar o conjunto de benefícios assegurados a leitura, como melhoria na ortografia, aumento de vocabulário e estímulo da imaginação. Ademais, como lucro proveniente desse hábito, há o desenvolvimento argumentativo do jovem; o qual culmina na formação de pessoas melhor posicionadas. Segundo Voltáire, filósofo iluminista, preconceito é opinião sem conhecimento. Sendo assim, através da leitura formam-se jovens instruidos, acompanhados de uma maior capacidade argumentativa. Dessa forma, estruturar-se-a uma realidade com opinião embasada e menos preconceituosa.

Outrossim, nota-se a relevância de grupos responsáveis pelo impulso no hábito do consumo de livros entre os adolescentes e jovens adultos. Nesse sentido, instituições como escolas, bibliotecas públicas e as famílias tem papel significativo na abertura de caminhos. Na obra literária “Fahrenheit 451”, de Ray Bradbury, bombeiros são encarregados de queimar livros para que esses não sejam fontes de conhecimento. Do enredo literário à realidade, para que o Brasil não chegue a um cenário distópico semelhante ao de Bradbury, torna-se de extrema gravidade a atuação de órgãos de poder na acessibilização das obras literárias em prol do aumento de leitores no país.

Dessarte, no Brail contemporâneo, a prática da leitura é evidentemente necessária. Portanto, a fim de desenvolver melhores capacidades cognitivas nos jovens, cabe as famílias incentivar desde a infância, por meio de debates lúdicos, a leitura de obras infantis como as de Maurício de Souza. Além do mais, é dever do Ministério da Educação, por meio do FNDE, destinar verbas para escolas públicas edificarem boas bibliotecas, para a maior acessibilização da leitura entre os jovens.