Caminhos para incentivar a prática de leitura entre jovens
Enviada em 29/04/2024
No livro “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retrada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Todavia, nota-se que a realidade é bem distinta da ideia do autor, uma vez que problemas como a falta de leitura entre os jovens persistem. Dessa forma, a lacuna de jovens leitores no Brasil tem como agravantes a falta de diálogo, bem como a negligência governamental.
Vale ressaltar, primeiramente, que a insuficiência de debate acerca da importância dos hábitos de ler no ambiente familiar, corrobora a persistência do problema. Segundo Bauman, algumas instituições — dentre elas a família — perderam sua função social, atuando como “zumbis” na sociedade, ou seja, fica claro o papel do incentivo familiar durante os primeiros anos de vida dos jovens. Nessa perspectiva, na qual a família não cumpre com seu dever de dialogar acerca da leitura, jovens que crescem sem o hábito de ler são academicamente prejudicados. Urge, portanto, estimular o debate entre jovens e responsáveis sobre o tema.
Outrossim, deve-se pontuar que a negligência estatal ratifica a permanência do problema. Segundo Hegel, o Estado é pai dos cidadãos e deve agir como tal, garantindo-lhes seus direitos, ou seja, é dever do poder público assegurar que os jovens sejam incentivados a tomar parte na literatura dentro das escolas, bem como ter acesso à bibliotecas de boa infraestrutura. Nesse cenário, no qual a leitura é imprescindível para a formação de uma sociedade culta, urge ação do Estado acerca do estímulo à leitura nas escolas.
Torna-se imperativo, portanto, que cabe a Família, como principal agente na formação inicial da sociedade, fomentar a discussão sobre a importância de ler na carreira dos jovens, a fim de conscientizá-los das consequências positivas deste hábito. Ademais, fica a cargo do Ministério da Educação garantir a implementação de leituras obrigatórias em todos os anos escolares, bem como a boa infraestrutura de bibliotecas para estes jovens. Dessa forma, portanto, será possível aproximar-se da realidade citada por More.