Caminhos para incentivar a prática de leitura entre jovens
Enviada em 09/05/2024
A falta da prática de leitura entre os jovens tem sido um grave problema brasileiro. Segundo o Censo do IBGE 2022, apenas 16% do jovens acima de 18 anos compraram algum livro nesse ano. Isso ocorre, ora em função do fator cultural, ora pela falta de sensibilidade ao conteúdo. Assim, precisão ser analisadas tais causas.
Em primeira análise, a cultura da sociedade é um grande agravador. Conforme o pensamento do sociólogo Claudé Strauss, só é possível interpretar adequadamente o comportamento social por meio do entendimento de eventos históricos. Assim sendo, se as crianças e jovens não são e nunca foram estimulados a terem o hábito de leitura, consequentemente, não se sentirão interesados a buscar tal prática, encarando-a como desnecessária ou indiferente.
Outro ponto relevante, nessa temática, é a falta de sensibilidade a leitura. Com o advento dos telefones inteligentes e redes sociais, sugiram os chamados “conteúdos rápidos”, que consistem no máximo de exposição a conteúdos áudios visuais diferentes no menos tempo possível, porém, trouxe junto também uma série de efeitos colaterais, como o vício e a dispersão da atenção. Como resultado, a falta de imediatismo nos livros, que requerem concentração e paciência, os tornaram desinteressante ao olhar jovem, dificultando um caminho para a revolução do problema.
É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Para que isso ocorra, o MEC deve incluir no planejamento anual escolar atividades lúdicas e estimuladoras com livros desde a base educacional, a fim de despertar o interesse das crianças e jovens desde o começo do ciclo escolar. Além disso, deve incluir palestras trimestrais com psicólogos e especialistas alertando sobre os efeitos colaterais que as redes socias causam na vida leitora do jovem, objetivando o desestímulo excessivo a telas. Dessa maneira, a longo prazo, o défict de leitura nos jovens deixará de ser um problema brasileiro.