Caminhos para incentivar a prática de leitura entre jovens

Enviada em 13/05/2024

Aristóteles, polímata grego de grande relevância, afirmava que “A leitura é o caminho mais curto para o conhecimento”. Isso é, a prática de ler promove a aquisição de uma vasta quantidade de informações, o que promove maiores oportunidades aos indivíduos. Entretanto, tal consciência não se faz presente no Brasil, país considerado o nono com a maior falta de mão de obra qualificada segundo o ManpowerGroup, resultado da falta de aprendizagem, especialmente da leitura, que tem o papel transformador na vida de muitos cidadãos, Logo, ações são precisas para mudar essa situação.

Em primeira análise, é válido analisar de que maneira essa realidade é agravada. Segundo Bauman, algumas instituições governamentais, apesar de possuírem sua essência, perderam o mais importante: sua função social, caracterizando-as como “instituições zumbis”. Como exemplo, pode ser mencionado o Ministério da Educação, que possui a finalidade de progredir o aluno no âmbito educacional. Porém, esse dever não é garantido no momento que, segundo o IBGE, mais de 9 milhões de brasileiros não sabem ler, o que evidencia que esse ato não é ensinado, consequentemente, tampouco incentivado.

Além disso, há a acentuação da mazela com a criação das redes sociais. Esse resultado da tecnologia teve maior adesão da população jovem que, devido ao uso exacerbado, tornou-se dependente da invenção. Os variados estímulos e os reforços positivos - curtidas, validações - produzem uma intensa carga de dopamina, deixando-os viciados nessa recompensa e dificultando o foco e a realização de tarefas simples como o ato da leitura. Logo, maior é o desafio de fazer essa prática beneficente uma atitude comum e rotineira.

Portanto, é necessário que medidas sejam adotadas. É cabível ao Ministério da Educação - órgão responsável por promover a educação de qualidade no país - a elaboração de mudanças na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), adicionando como critérios a necessidade de colocar a leitura entre os alunos, por meio de medidas que tornem a ação leve como a gamificação dessa atividade, promovendo assim, um maior interesse dos jovens e, de maneira consequente, formando pessoas cada vez melhor instruídas para o desenvolvimento nacional.