Caminhos para incentivar a prática de leitura entre jovens
Enviada em 20/05/2024
Gil Vicente tece uma feroz crítica ao comportamento da humanidade em “O Auto da Barca do Inferno”. É possível visualizar a perspectiva vicentina nos caminhos para incentivar a prática de leitura entre os jovens que nos dias de hoje no Brasil se encontram cada vez mais distantes dos livros. Dessa forma, em primeiro plano, é preciso atentar para a ineficiência governamental presente na questão. Além disso, o silenciamento ainda é um grande impasse para a resolução da problemática.
Para Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar dos cidadãos. Porém, tal responsabilidade não está sendo honrada quanto ao crescente número de jovens que não leem porque não são estimulados, visto que a leitura é um hábito que deve vir, em primeiro lugar, de casa. Isso se deve a inúmeros fatores, tais como a influência de terceiros, o lançamento de novas tecnologias e a falta de interesse do indivíduo pela leitura. Assim, para que tal bem-estar seja usufruído, o Estado precisa sair da inércia em que se encontra.
A Teoria da Ação Comunicativa, de Habermas, defende que a linguagem é uma forma de ação. Entretanto, há uma lacuna dessa ação quanto a prática de leitura entre os jovens , dado que com o avanço da tecnologia contribuiu para que esse número aumentasse cada vez mais. É notório que a leitura traz muitos benefícios para a mente, sendo uma poderosa ferramenta de estímulos cerebrais. Assim, sem ação comunicativa, o problema segue enraízado e criando cada vez mais força na sociedade de hoje.
Portanto, é urgente intervir nesse problema. Para isso, o Governo Federal deve criar espaços específicos , como mais bibliotecas públicas, como também feiras de livros, para essa parcela da sociedade que acabam sofrendo com a falta de informações de fatos e acontecimentos dos dias atuais. Por meio da organização de fundos e projetos que visem e estimulem o jovem a leitura, a fim de reverter esse quadro. Tal ação, ainda pode contar com consultas públicas para entender as reais necessidades desses jovens. Paralelamente, é preciso interceder sobre o silenciamento presente no problema. Sendo assim, a sociedade retratada por Gil Vicente poderá permanecer apenas na ficção.