Caminhos para incentivar a prática de leitura entre jovens

Enviada em 06/06/2024

No seriado americano Jessie, a personagem Emma é pega de surpresa quando é colocada de castigo por utilizar muito o seu celular e após isso ridicularizada por tentar ampliar uma foto física como se fosse em seu celular. De forma análoga, é visto no Brasil uma onda gigantesca de jovens cada vez mais dependentes do uso de celulares e esquencendo os livros de lado. Corroboram para isso as grandes empresas e a conduta familiar.

Em primeiro lugar, é necessário destacar o papel principal das grandes empresas no uso de telefones demasiadamente em jovens. No documentário “O dilema das redes” mostra como grandes corporações manipulam as massas para seu favor. Primeiramente, já é conhecido no ramo científico que jovens são mais propícios a se tornarem dependentes quimicamente, emocionalmente e neste caso também no uso de celulares. Visto isso, grandes empresas se utilizam disso e de outras artimanhas, como o próprio movimento de passar de vídeo imitanto o movimento de caça-níquel ou a dependência emocional no número de curtidas, para manipular as massas e consequentemente os jovens.

Em segundo lugar, é válido ressaltar sobre o papel da má conduta dos pais quanto a banalização dos livros. Um estudo feito pela SBP mostra que uma criança pode ter contato com com celulares apenas após os 2 anos e apenas 1 hora por dia até os 5 anos. Porém, vemos esta norma sendo desobedecida pelos pais de crianças antes mesmo da alfabetização das mesmas, para distrai-las e desobrigarem os pais de suas obrigações. Sendo isso, vemos que o uso precoce de celulares, tablets e computadores antes da alfabetização leva crianças a desvalorizarem livros.

Portanto, é nítido a urgência da solução dessa problemática brasileira. Desta maneira, o Estado deveria incentivar, por meio da mídia, a produção de reportagens e entrevistas com especialistas na área da saúde infantil com intuito de alertar os pais sobre os riscos da banalização da leitura e do uso indevido de aparelhos celulares. Assim, seria possível ver esse problema sendo minimizado gradativamente no Brasil.