Caminhos para incentivar a prática de leitura entre jovens
Enviada em 14/06/2024
São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho e o lazer. Assim, garante o artigo sexto da Constituição Federal, principal dispositivo legal do aparato jurídico brasileiro. Embora a lei seja definida pelo filósofo francês Jacques Rousseau, com uma ordenação da vontade geral sobre um tema, tal afirmação aparenta contrastar com a realidade brasileira. O acesso a uma educação moldada a atender apenas interesses laborais, sem preocupações com a formação crítica e social do indivíduo, reflete-se na ausência de hábitos tais como a leitura.
Embora até o princípio do século XX, o Brasil se caracteriza-se como um país essencialmente rural e com uma economia baseada na extração de recursos naturais, avanços políticos e tecnológicos dinamizaram a economia, com forte crescimento do setor industrial. Tal feito, implicou em um grande deslocamento de pessoas do campo para as cidades, nas quais buscavam melhores condições de trabalho e remuneração. Esta expressiva mudança, evidenciou uma série de problemas, com especial destaque ao analfabetismo, o que refletiu-se em diversas políticas públicas destinadas à qualificação formal e universalização do ensino.
No entanto, é notável que a educação é vista apenas como um requisito ao mundo do trabalho, e não como um elemento formador do cidadão. Outrossim, observa-se que tal foco utilitarista do ensino, afasta de atividades como a leitura e escrita, sua característica lúdica e recreativa. Desse modo, o momentos de lazer da população jovem estão ligados a uma cultura da imagem, seja da televisão ou dos aplicativos como Instagram e Tiktok, os distanciando de benefícios conhecidos da atividade literária, como o desenvolvimento de habilidades de interpretação, análise crítica e formação de discurso.
Desse modo, cabe ao Estado brasileiro atuar concretamente neste tema. Por meio do Ministério da Educação pode modificar os dispositivos pedagógicos já existentes, adicionando disciplinas e conteúdos voltados aos estudos literários e a prática de atividades lúdicas relacionadas, como rodas de leitura, encenações e oficinas de prosa e poesia. Certamente, tais ações resultarão em um ambiente escolar mais dinâmico e pluplural, contribuindo para a efetivação do direito à educação definido na constituição