Caminhos para incentivar a prática de leitura entre jovens

Enviada em 08/07/2024

Na obra “Utopia” de Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita e em harmonia, a qual é livre de conflitos. Todavia, fora da ficção, a realidade contemporânea está distante disso, haja vista os desafios para garantir o incentivo a prática de leitura entre os jovens brasileiros. Nesse sentido, a negligência governamental e a falta de estímulo familiar são fatores que favorecem esse quadro.

Sob esse prisma, é primordial analisar o descaso estatal em relação aos obstáculos enfrentados diáriamente por alunos de instituições da rede pública de ensino. Nessa ótica, de acordo com o filósofo John Locke, configura-se como um rompimento do Contrato Social, já que o Estado não cumpre com sua função de garantir que todos disfrutem dos seus direitos. No entanto, a inércia governamental direcionada à falta de investimentos nas bibliotecas, como a reforma estrutural, a compra de livros atualizados e a ausência de ambientes climatizados afastam os jovens do mundo da leitura. Dessa forma, é inadimissível que esse cenário continue a perdurar.

Outrossim, ressalta-se a falta de estímulo familiar na busca pelo hábito da literatura como impulsionadores do problema. Para Chimamanda Adiche, mudar o “status quo” - o estado atual das coisas - é sempre penoso. Diante disso, observa-se que com a rotina acelerada, muitas vezes os pais têm menos tempo disponível para dedicar à leitura com seus filhos, seja lendo para eles os incentivando-os por conta própria. A falta de incentivo e estímulo desde cedo pode contribuir para a formação de um hábito de leitura menos desenvolvido nas crianças. Destarte, é imprescindível que haja mudança.

Portanto, é necessário que essa situação seja dissolvida. Para isso, o governo, órgão responsável por garantir a condição de existência de todos, deve promover a reforma de bibliotecas da rede pública, por meio de projetos de lei que garantam a reforma constante desses espaços, a fim de estumular o acesso dos jovens aos livros. Além disso, cabe a família permitir o acesso livre às obras literárias nas dependências da casa. Assim, uma sociedade mais próxima da que é citada em “Utopia” será consolidada.