Caminhos para incentivar a prática de leitura entre jovens
Enviada em 22/07/2024
No filme “A menina que roubava livros”, é mostrada a história de uma garota que amava ler e não podia, por estar em uma ditadura. Análogamente, na realidade democrática brasileira, a privação da prática de leitura entre jovens é mais relacionada à falta de incentivo persistente, mas os efeitos sociais são iguais. Dessa forma, percebe-se a necesidade de caminhos, mediante investimentos e influência familiar.
Nessa perspectiva, é preciso atentar-se para a carência de capital presente na questão. Nesse contexto, dados do Tesouro Nacional apontam o menor investimento em infraestrutura nos últimos 10 anos. Dessa maneira, tal escassez é percebida na falta da prática de leitura entre jovens, uma vez que o governo, ao, frequentemente, deixar de investir em projetos para incentivar a leitura, como construir bibliotecas públicas e clubes do livro, gera um prejuízo na procura por essa atividade na sociedade, pois será escassa e precária, contribuindo para o menosprezo dessa prática tão importante para a concentração e memória das pessoas. Assim, urge agir nesse impasse para promover melhorias.
Além disso, a lacuna familiar é um empecilho na problemática. Sob esse viés, segundo Platão, a família é a comunidade que serve de base para a sociedade. Porém, a família brasileira peca nesse papel basilar, já que ela, muitas vezes, não tem o hábito de leitura passado entre geraçães, não influenciando seus filhos a seguirem essa prática. A exemplo disso, dados do IBGE afirmam que apenas 9% dos brasileiros tiveram estímulo familiar para começarem a ler. Por conseguinte, a adesão de jovens nessa prática será reduzida, por causa dessa lacuna. Logo, é preciso que as famílias tomem consciência desse papel e revertam esse quadro.
Portanto, é indispensável procurar caminhos para incentivar a prática de leitura entre jovens. Para isso, o Ministério da Educação deve investir em espaços direcionados à interação com os livros, por meio de projetos públicos ministrados por escritores e educadores, os quais devem direcionar os participantes nas leituras, a fim de aumentar o número de leitores no Brasil e estimular as famílias a começarem essa cultura entre gerações. Somente assim, a restrição mostrada no filme “A menina que roubava livros” não será analogada na realidade brasileira.