Caminhos para incentivar a prática de leitura entre jovens
Enviada em 25/07/2024
É de conhecimento geral que, quanto mais se passam os anos, menos jovens vêm lendo. Isso se deve a diversos fatores - como acesso ilimitado a telas, que pode conter muito entretenimento - mas, principalmente, é decorrente da falta de incentivo e compromisso da sociedade para com a leitura.
De início, pode-se observar problemas como o altíssimo preço pago por um livro, o que já gera uma determinada separação entre quem pode ou não ler, considerando o país economicamente desigual que é o Brasil, já que um livro vem custando, em média, 40 reais. Em segunda instância, é nítido que as escolas tem deixado essa questão de lado. Vêm substituindo livros por vídeo aulas, podcasts e material em slides, além de, no ensino básico, não estarem mais cobrando provas sobre livros “paradidáticos” aos alunos, mantendo, assim, os alunos livres para não ler em momento nenhum do ano escolar.
Com a abstenção dos órgãos públicos dessa responsabilidade, se torna - mais - responsabilidade dos responsáveis pelas crianças e jovens a cobrança desse hábito, que nem sempre é recorrente em suas casas, se levado em consideração que ainda existem familias com pessoas analfabetas e sem acesso a literatura.
Hoje, poucas empresas tentam mostar como as escritas são importantes. A empresa ITAU tem um excelênte programa de entrega mensais de obras infantis e infanto-juvenis gratuito e que não é tão propagado. Neste ponto, poodemos observar que, além de incentivo moral, falta incentivo fiscal. Se obras - sejam elas de qualquer gênero - conseguissem ter um custo mais acessível nas lojas nacionais, principalmente, mais pessoas ao menos tentariam obter mais essa prática, mas com os governos estaduais impondo altas taxas sobre qualquer produto e o federal não fazendo nada para, ao menos, ter alguma excessão, não cria possibilidade para isso acontecer.
Os governos municipais, estaduais e federal deveriam se juntar por esta causa e reduir os impostos cobrados sobre livros. Junto a isso, é necessário que qualquer escola tenha biblioteca e alguma leitura obrigatória - pelo menos bimestralmente - para que seus alunos se dêem a chance de tentar ler.